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domingo, 27 de janeiro de 2013

O FANTÁSTICO E A TRAGÉDIA DE SANTA MARIA



O programa Fantástico de hoje foi quase todo voltado para a tragédia de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Alguns pontos importantes mostrados nas reportagens:

1) O número de mortos na cidade gaúcha chegou a 248 hoje à noite. Somente um incêndio criminoso ocorrido no Rio de Janeiro, em 1961, teve mais vítimas. A tragédia brasileira também está entre as maiores do mundo.

2) A fatalidade ocorrida no Brasil foi noticiada com destaque em todos os lugares, inclusive nos países árabes, na Rússia e na China.

3)    Ficou claro nas reportagens da TV Globo e da imprensa internacional que os seguranças da boate Kiss, no início da correria, impediram as pessoas de saírem, temendo calotes nas contas. Como tudo aconteceu em minutos, essa medida contribuiu para que o número de mortos tenha sido maior.

4)   A boate abusou das normas de segurança: no espaço em que cabem mil pessoas tinha quase o dobro; o estabelecimento só oferecia uma saída, o material usado na acústica era altamente inflamável e tanto os donos da Kiss como muitos do público sabiam do show pirotécnico realizado pela banda.

5)   O incêndio, portanto, foi causado pela banda. Um dos integrantes do grupo musical também morreu.

6) A licença de funcionamento da boate tinha vencido em dezembro passado, fato destacado até na imprensa internacional.

7)   A grande maioria das pessoas morreu por asfixia, intoxicada pela fumaça e gases liberados pelo material que pegou fogo. O pouco espaço com muita gente contribuiu enormemente com a morte rápida dos jovens.

8) A tragédia comoveu o país e o mundo. Na TV choravam os sobreviventes do incêndio, diante das câmeras e quem assistia as reportagens em casa, estivessem no Rio Grande do Sul ou em Pernambuco.

9)  Nos blogs, no facebook e em outras redes sociais da internet o assunto dominante foi o incêndio em Santa Maria. Uma corrente de solidariedade se estabeleceu e muitos recorreram à fé, pedindo a Deus pelos mortos e pelas famílias que sofrem neste domingo negro.

10) Fatalidades como a que ocorreu no Rio Grande do Sul acontecem em qualquer lugar. O Fantástico registrou casos no próprio Brasil, na Argentina, nos Estados Unidos, na China e em outros países. Os governos e as pessoas aprendem com a tragédia. Depois do incêndio, das mortes, são tomadas medidas de segurança mais severas e novos casos são evitados. Infelizmente, aqui se confirma outra vez o provérbio popular: “A gente só fecha a porta depois que é roubado”. (As fotos com dois momentos da tragédia foram publicadas no Google).

7 comentários:

  1. PAULO CAMELO, COMENTA:
    Caro conterrâneo Roberto Almeida,

    1 - No item 6, do seu texto, relativo ao vencimento em dez/2012 da Licença de Funcionamento da Boate, não significa que o governo municipal não tenha sua parcela de culpa, pois jamais a Boate deveria funcionar sem diversas saídas de emergência. Além do mais o espaço da Boate não pode estar confinado entre paredes da vizinhança. Ou seja, a Boate só fornecia uma única saída frontal, sem as opções de saídas pelas laterais e pela posterior. Por esta razão, a Defesa Civil já tinha condenado a localização da Boate;
    2 - Além do mais, certamente não havia um Projeto de Combate a Incêndio aprovado pelo Corpo de Bombeiros;
    3 - Infelizmente tem que acontecer uma tragédia de grande porte e instantânea, para que as autoridades revejam os espaços destinados as baladas. Este é um recado para o governo Izaías Régis;
    4 - Sempre que possível, você só deve usar a expressão "negro" quando o assunto permitir. Deste modo, no item 9, ao invés de "domingo negro", você poderia dizer: "domingo triste"; "domingo de tragédia"; "domingo da balada mortal", etc.

    TENHO DITO

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  2. Acho que Paulo tem razão quanto à expressão "domingo negro". Existe um filme com o título "Domingo Negro" e outro chamado "Setembro Negro", e ambos relatam situações dramáticas. Acredito que usei o termo inspirado pelo cinema, sem pensar que poderia ter uma conotação racista. Domingo triste fica melhor mesmo. No post vai ficar como escrevi para que o erro não seja cometido novamente.

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  3. Eu hoje também escrevo em meu blog sobre a tragédia. Digo, escrevo um pouquinho fazendo um nariz de cera para um texto excelente sobre o assunto escrito pelo Reinaldo Azevedo. Como bom jornalista e que quer está sempre informado, o Roberto Almeida está sempre ligado à rede Globo, o que é muito bom. Não posso dizer que o Fantástico fez a melhor cobertura da tragédia porque não vi a das outras emissoras. Mas, penso que foi boa, e para que não houvesse crítica neste texto, eu, já estou convencida disto.

    Porém, o que me levou a escrever este comentário foi mais a nota do Paulo Camelo. Ele, pelo jeito, continua no PSOL, que parece até a Heloísa Helena quer sair para acompanhar a Marina, porque se ficar, ela só terá chance de ser eleita vereadora (função importante na república brasileira, mas, aquém de sua capacidade política).

    Eu fico danada quando tratam os negros (como eu) como se fossem crianças mimadas que sempre estão esperando pelo próximo bullying no jardim da infância. E o Roberto ainda concorda com ele. Não é com este preciosismo racial que se combaterá o preconceito no Brasil. Sei que nossa raça sofreu muito pelo mundo afora e particularmente neste Brasil, no entanto, vamos deixar de sermos hipócritas ao criticar alguém por ter usado a expressão “domingo negro”, “setembro negro” ou mesmo “ministro negro” para denominar o Joaquim Barbosa. Muito pelo contrário, isto só colabora para que usemos as expressões consagradas em nossa língua de uma forma não preconceituosa.

    Agora vamos chamar “domingo afrodescente”? Me poupem. Li sobre um filme americano que está passando aqui em Recife, que não irei porque não gosto do gênero “cowboy” matador. Dizem que a imprensa americana ficou uma fera porque se usa o termo “nigger” que é considerado um adjetivo depreciativo para a raça negra. Só que o filme se passa no século XIX. Então o diretor teria que mudar o roteiro para o escravagista do sul dizer: “venha cá afrodescente filha da....”. Ridículo!

    São os pruridos que o PSOL herdou do PT. Só faltou o Paulo querer chamar o domingo de Santa Maria de “domingo branco” para compensar o sofrimento dos negros durante a escravidão como se estar tentando fazer com a política de cotas.

    Eu como negra assumida e com comprovação nos cabelos, penso que a política de cotas raciais não beneficiará nossa raça. Talvez, pelo contrário, levará à desconfiança nela, por muito tempo. Só tenho o curso médio, mas, se um dia quisesse entrar na universidade, iria estudar e competir com os brancos, em condições de igualdade por mim conquistadas. Quem não é o maior tem que ser o melhor. E assim nascem os Joaquins Barbosas, os Eraldos Pereiras, os Obamas e até o Saci Pererê, que tem uma perna só, mas, não é nada bobo.

    Lucinha Peixoto (Blog da Lucinha Peixoto)

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  4. meus sentimentos a todas as familias que perderam seus entes queridos ...
    fé para continuar...força... :(

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  5. São Bento do Una tem uma casa de show, a Choperia, que é uma tragédia anunciada, realiza festas com mais de 500 jovens, tem uma única entrada e saída, com uma largura não mais que três metros. A edificação é um arranjo, sua construção não resiste a mais elementar das fiscalizações, tudo aos olhos das autoridades, todos os dias o Juiz passa a frente e já frequentou eventos sociais no prédio. Não tem um único extintor de incêndio e nunca foi vistoriada pela prefeitura ou corpo de bombeiros. É uma tragédia anunciada, dias desse, em um de seus eventos, alguns jovens foram retirados desmaiados do recinto por falta de oxigênio para respirar. Contando ainda que corre muitos comentários do volume de drogas que está circulando em seus eventos, tudo fora dos olhos da polícia que protege seus proprietários.

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  6. José Fernandes Costa28 de janeiro de 2013 12:18

    A ganância, a omissão, a estupidez, a imprudência juntam-se nessas horas, para formar a dor que dilacera almas e corações de centenas de famílias. Tanto de Santa Maria, quanto de muitos outros municípios. - A esperança que um dia brotou nos corações desses pais e mães, foi destruída em poucos segundos. - Suas crianças foram encontradas na pedra fria de um estádio. - Restou a desolação para o resto da vida dessas famílias. - Não estamos aqui para questionar tolices, como domingo negro ou domingo azul. - Estamos aqui para dizer que o ocorrido em Santa Maria, pode acontecer em qualquer cidade brasileira de médio e grande porte. - Lembrem-se dos desastres, nos anos 1970, dos edifícios Joelma e Andraus, ambos em São Paulo - Capital. - Nem precisamos falar da catástrofe de Niterói, num circo, que foi a maior número de vítimas de morte. – E agora o que veremos? – Prefeitos e Defesa Civil fazendo mil e uma fiscalizações, no calor das chamas de Santa Maria. – Algumas ratoeiras daquele porte serão fechadas, por não reunirem as mínimas condições de funcionamento. – Os donos dos caça-níqueis fazem alguns remendos e as suas arapucas voltam a funcionar. – E, se não lhes concederem licença para reabrirem as ratoeiras, eles recorrerão ao Judiciário. – Então, um juiz qualquer concede uma liminar e as arapucas voltam a todo vapor. – Daí em diante, esquecem-se do julgamento do mérito e tudo continua como dantes. – Até que haja outra tragédia./.



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  7. Estive nessa choperia agora a pouco, fui um evento de comemoração de um jovem que foi aprovado em um concurso de juiz no Pará, e de repente houve um início de incêndio numa tomada elétrica, depois desses fatos de Santa Maria, imaginei, aquele local é totalmente inapropriado para eventos, é apertado, só tem uma entrada apertada, com mais ou menos dois metros de largura, não tem sinalização, não tem extintores, tem um mesanino muito baixo, qualquer problema ali morre muita gente. Onde anda as autoridades de São Bento do Una.

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