DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA AO FIM DA JORNADA 6 X 1


Houve um tempo que o trabalhador tinha jornadas exaustivas, de 12 e até 16 horas por dia.

Também não havia férias remuneradas nem 13º salário.

Isso foi mudando em países da Europa e também no Brasil.

A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foi criada no Brasil na gestão de Getúlio Vargas, em 1943.

Nos tempos atuais, diversos países da Europa e também da América Latina estão reduzindo ainda mais a jornada de trabalho.

Trabalhadores ganham cada vez mais outro descanso na semana.

Pela jornada 5 x 2 são dois dias de folgas semanais, normalmente o sábado e domingo.

França, Holanda, Bélgica, Chile, México e Colômbia estão entre os países que reduziram a jornada de trabalho para 40 e em alguns casos 35 horas por semana.

No Brasil o fim da escala 6 x 1, com a implantação de uma jornada que dê mais um dia de folga para quem trabalha, parece estar próxima.

A mudança das Leis Trabalhistas já foi aprovada na Câmara dos Deputado e na Comissão de Constituição de Justiça do Senado.

Falta agora a votação no plenário do Senado. A matéria em pauta não passou ainda porque alguns senadores, entre eles Flávio Bolsonaro, lutam para manter tudo como está.

Logicamente os bolsonaristas, os deputados da direita, não têm interesse em conceder mais direitos aos trabalhadores, preferem atuar a favor dos patrões.

O presidente Lula, os deputados e senadores do PT, PSOL, PSB e outros partidos de esquerda são favoráveis ao fim da jornada 6 x 1.

É possível que esse direito seja conquistado antes da eleição do dia 4 de outubro próximo.

Que fique claro: o discurso dos que defendem jornadas exaustivas para os que trabalham é o mesmo utilizado no século XIX, por quem não queria o fim da escravidão.

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