Segundo o Diario de Pernambuco, a ação foi motivada pela veiculação de um vídeo publicado no Instagram em 13 de julho de 2026 pelos parlamentares.
Os advogados de Priscila Krause alegam que a publicação utilizou recursos de edição profissional, montagens e ferramentas de inteligência artificial para construir uma narrativa prejudicial à vice-governadora.
Eles acusaram Priscila de um suposto direcionamento e desvio de verbas públicas da saúde para beneficiar um hospital pertencente ao seu marido.
Os representantes jurídicos alegaram que a publicação não se tratou de mera crítica política ou manifestação impulsiva, mas sim de uma campanha estruturada de desinformação.
Segundo os autos, a que o Diario de Pernambuco teve acesso, o vídeo associa a imagem da vice-governadora ao termo pejorativo "Pixcila", insinuando a existência de esquemas de pagamentos ilícitos e favorecimento privado mediante a utilização do cargo público.
O documento também menciona que o material foi divulgado de forma conjunta pelos parlamentares citados no processo sob o contexto de pré-campanha eleitoral e que o vídeo chegou a ser objeto de representação perante a Justiça Eleitoral (TRE), que reconheceu a presença de conteúdo manipulado e ordenou a remoção da publicação.
A defesa da vice-governadora sustenta que as ofensas foram dirigidas a uma funcionária pública em razão de suas funções e difundidas por meio de rede social.
Os advogados solicitaram à justiça:
- Recebimento da queixa-crime e a citação dos três deputados para responderem aos termos da ação penal;
- A condenação dos parlamentares pelos crimes de calúnia e difamação em concurso material;
- A fixação de valor mínimo para reparação dos danos morais e da reputação causados a vice-governadora;
- A preservação das provas digitais junto às plataformas de redes sociais.
DEPUTADO SE MANIFESTA
Dos três deputados citados na queixa-crime, Romero Albuquerque já se pronunciou, através do DP.
O parlamentar afirmou que todas as manifestações foram baseadas em dados oficiais e públicos.
"Os números falam por si: o Hospital Regional Dom Moura, da rede estadual, recebeu pouco mais de R$ 11 milhões no período, enquanto, no mesmo município, uma unidade administrada por instituição ligada ao marido da vice-governadora recebeu cerca de R$ 108 milhões, quase dez vezes mais.
Romero salientou que "é fato público que a Polícia Federal apura possíveis irregularidades nos repasses e na execução dos contratos, em procedimento instaurado por iniciativa alheia a este mandato".
Para o deputado do PSB diante de questionamentos acerca do dinheiro público, o foco deveria ser o esclarecimento do fato e não uma ação judicial contra três parlamentares que cumprem o seu papel.
"Fiscalizar é dever constitucional do mandato e nenhuma perseguição fará este gabinete recuar da cobrança por transparência", frisou Romero.
*Fonte: Jornal Diario de Pernambuco

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