Por Roberto Almeida
Homero Fonseca, jornalista pernambucano que nos deixou neste sábado, 22 de agosto, foi um mestre, como repórter, editor, chefe de redação e escritor.
Homem de posições políticas firmes, sempre ligado às causas democráticas, viveu 77 anos e nos deixou muitas lições.
Uma delas foi dar valor à formação universitária dos jornalistas.
Já profissional, com registro da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), entrou na faculdade e concluiu o curso de jornalismo na Universidade Católica de Pernambuco.
Trabalhou nos três grandes jornais de Pernambuco: Diario, JC e Folha, na época do jornalismo impresso, que formou a maioria dos grandes profissionais do estado.
Foi editor da Revista Continente, na melhor fase da publicação cultural.
Antes, bem lá atrás, foi Secretário de Imprensa da Prefeitura do Recife, numa das gestões de Jarbas Vasconcelos.
Homero publicou 15 livros, dentre eles Jaraguá: Um Herói Inzoneiro, A Vida é Fêmea, Roliúde e Pernambucânia.
Um é um livro infantil, outro é de contos, "Roliúde" é um romance delicioso, que une literatura e cinema.
Pernambucânia faz um levantamento do que está por trás dos nomes dos municípios do estado. Um estudo curioso e importante.
O jornalista e escritor uma vez escreveu um prefácio para um livro de ensaios que pretendia publicar, mas o volume nunca saiu da gaveta.
Vou lembrar sempre do Homero refinado, sério, criterioso, educado, culto, respeitado, consciente; jornalista de verdade, diferente de muitos que estão por aí, assassinando a sintaxe, fazendo chantagem, publicando textos sensacionalistas em busca de likes.
Camarada Homero Fonseca, presente!
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