Setores da grande imprensa, a começar pelas organizações Globo e Grupo Folha de São Paulo, estão a berrar que o ministro Flávio Dino, do STF, ameaça a liberdade de imprensa por confrontar o tal bloqueiro.
O que se sabe é que Pablo publicava matérias tendo como fonte um delegado e ex-secretário no governo do Maranhão.
Ao que parece o trabalho da dupla trazia ameaças ao ministro Flávio Dino e sua família.
Ora, a liberdade e imprensa e o sigilo da fonte não se prestam a tudo. Esses preceitos, que fazem parte da Constituição Federal, não podem ser usados para se cometer crimes e permitir a impunidade.
Jornalistas sérios, com mais independência que outros colegas, como Reinaldo Azevedo e Daniela Lima têm se posicionado nesse caso dando razão a Flávio Dino e ao STF.
O próprio ministro, que se posicionou esta semana sobre o assunto, disse que pessoas e instituições que têm sangue nas mãos, por ter dado apoio às atrocidades da ditadura, agora querem ser os arautos da liberdade de imprensa.
Segundo Dino, poucos têm a autoridade do Supremo quando o assunto é a liberdade de imprensa.
O ministro está certo. Entre o STF, a Globo, o grupo Folha e outros representantes menores da mídia eu fico com o Supremo, embora este órgão também já tenha tomado decisões infelizes ao longo de sua história.
Flávio Dino e Alexandre de Moraes são os ministros do Supremo que mais sofrem ameaças, pela luta dos dois contra as tentativas de autoritarismo, atos de corrupção, porque defendem a democracia, o que a direita confunde com posicionamento à esquerda.
Ameaça a ministro do STF tem de ser combatida e isso não pode ser confundido com cerceamento da liberdade de imprensa.

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