Por Roberto Almeida
Nunca esqueci uma observação do então experiente deputado federal Inocêncio Oliveira. Ele exerceu salvo engano 10 mandatos e conviveu em várias legislaturas com Jair Bolsonaro na Câmara.
A possibilidade do capitão chegar a presidência da República ainda era remota, mas já se falava no nome dele, que emergia do baixo clero do Congresso Nacional como pré-candidato ao mais alto posto político do país.
Inocêncio falou o seguinte: "Se Bolsonaro chegar a ser presidente não demora muito no cargo, vai brigar com todo mundo".
O ex-deputado sertanejo não acertou no prognóstico de que o capitão cairia logo, mas estava correto na previsão de que Bolsonaro seria um brigão no Palácio do Planalto.
Eleito presidente, o inexpressivo deputado federal rompeu com aliados, perdeu ministros como Gustavo Bibianno, Sérgio Moro e Henrique Mandetta, brigou com todos os governadores, a começar pelo de São Paulo, agrediu jornalistas, de preferência mulheres, enfrentou cientistas, provocou crises militares, esqueceu até de matar (como defendeu na campanha) os petistas, na sua cruzada contra tudo e contra todos.
Ainda lhe sobrou tempo para arranjar problemas diplomáticos com a Argentina, Venezuela, China e até os Estados Unidos.
Nos último dias o presidente arrumou mais uma, desta vez novamente no meio militar. E se deu muito mal.
Quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a vacinação de crianças, Bolsonaro imediatamente discordou, com o argumento de que a Covid não tinha matado crianças e não havia necessidade de imunizar os pequenos (o vírus provocou a morte de mais de 300 crianças).
Para completar, o presidente levantou suspeitas de corrupção no órgão federal.
Médico e militar da marinha, o almirante Antônio Barra Torres deu uma dura no político que está à frente do país: "Apresente provas ou se retrate!", cobrou do presidente.
Bolsonaro ficou caladinho, até porque o comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira, também anunciou medidas recentes favoráveis à vacinação (dos adultos que fazem parte das forças armadas), contrariando o negacionismo do presidente.
Barra Torres, ao confrontar o Messias, mostrou uma dignidade que falta ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também médico, mas que está de cócoras, negando a ciência o tempo todo para agradar o chefe e se manter no cargo.
Precisamos de mais Torres e Sérgios, e de menos de Queirogas.
O Brasil um dia vai sair desse atoleiro em que se meteu por uma série de fatores, que levaram o povo a cometer o erro de eleger um político despreparado e insensível para governar o país.
Esperamos que não demore muito!
O GENOCIDA PSICOPATA É UM ELEMENTO TÃO SEM PROCEDÊNCIA QUE FEZ, FAZ E AINDA VAI FAZER UMA ENXURRADA DE MAL AO PAÍS, POIS O PANGARÉ ESTÁ AJUDANDO CONSIDERAVELMENTE O RETORNO AO PODER DO QUADRILHEIRO LULA PARA TOMAR CONTA DAS CHAVES DOS COFRES DA PETROBRAS, BNDES E DO TESOURO NACIONAL.
ResponderExcluirP.S.: - O que o Bunda Suja vai deixar registrado nos seus desastrados 4 anos de desgoverno será seu maldito SLOGAN: "Fome acima de tudo. Miséria acima de todos"...
PAULO CAMELO: Caro conterrâneo RA, Nunca diga a palavra "Sérgios" isoladamente. Preferível que você diga o nome completo do Comandante das Forças Armadas, o qual agiu corretamente defendendo a vacinação dos militares.
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