O ALMIRANTE QUE CALOU JAIR BOLSONARO

O almirante Antônio Barra Torres

Por Roberto Almeida

Nunca esqueci uma observação do então experiente deputado federal Inocêncio Oliveira. Ele exerceu salvo engano 10 mandatos e conviveu em várias legislaturas com Jair Bolsonaro na Câmara.

A possibilidade do capitão chegar a presidência da República ainda era remota, mas já se falava no nome dele, que emergia do baixo clero do Congresso Nacional como pré-candidato ao mais alto posto político do país.

Inocêncio falou o seguinte: "Se Bolsonaro chegar a ser presidente não demora muito no cargo, vai brigar com todo mundo".

O ex-deputado sertanejo não acertou no prognóstico de que o capitão cairia logo, mas estava correto na previsão de que Bolsonaro seria um brigão no Palácio do Planalto.

Eleito presidente, o inexpressivo deputado federal rompeu com aliados, perdeu ministros como Gustavo Bibianno, Sérgio Moro e Henrique Mandetta, brigou com todos os governadores, a começar pelo de São Paulo, agrediu jornalistas, de preferência mulheres, enfrentou cientistas, provocou crises militares, esqueceu até de matar (como defendeu na campanha) os petistas, na sua cruzada contra tudo e contra todos.

Ainda lhe sobrou tempo para arranjar problemas diplomáticos com a Argentina, Venezuela, China e até os Estados Unidos.

Nos último dias o presidente arrumou mais uma, desta vez novamente no meio militar. E se deu muito mal.

Quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a vacinação de crianças, Bolsonaro imediatamente discordou,  com o argumento de que a Covid não tinha matado crianças e não havia necessidade de imunizar os pequenos (o vírus provocou a morte de mais de 300 crianças). 

Para completar, o presidente levantou suspeitas de corrupção no órgão federal.

Médico e militar da marinha, o almirante Antônio Barra Torres deu uma dura no político que está à frente do país: "Apresente provas ou se retrate!", cobrou do presidente.

Bolsonaro ficou caladinho, até porque o comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira, também anunciou medidas recentes favoráveis à vacinação (dos adultos que fazem parte das forças armadas), contrariando o negacionismo do presidente.

Barra Torres, ao confrontar o Messias, mostrou uma dignidade que falta ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também médico, mas que está de cócoras, negando a ciência o tempo todo para agradar o chefe e se manter no cargo.

Precisamos de mais Torres e  Sérgios, e de menos de Queirogas. 

O Brasil um dia vai sair desse atoleiro em que se meteu por uma série de fatores,  que levaram o povo a cometer o erro de eleger um político despreparado e insensível para governar o país.

Esperamos que não demore muito!

2 comentários:

  1. O GENOCIDA PSICOPATA É UM ELEMENTO TÃO SEM PROCEDÊNCIA QUE FEZ, FAZ E AINDA VAI FAZER UMA ENXURRADA DE MAL AO PAÍS, POIS O PANGARÉ ESTÁ AJUDANDO CONSIDERAVELMENTE O RETORNO AO PODER DO QUADRILHEIRO LULA PARA TOMAR CONTA DAS CHAVES DOS COFRES DA PETROBRAS, BNDES E DO TESOURO NACIONAL.

    P.S.: - O que o Bunda Suja vai deixar registrado nos seus desastrados 4 anos de desgoverno será seu maldito SLOGAN: "Fome acima de tudo. Miséria acima de todos"...

    ResponderExcluir
  2. PAULO CAMELO: Caro conterrâneo RA, Nunca diga a palavra "Sérgios" isoladamente. Preferível que você diga o nome completo do Comandante das Forças Armadas, o qual agiu corretamente defendendo a vacinação dos militares.

    ResponderExcluir