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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

2016 AINDA NÃO ACABOU - Por Ayrton Maciel



Imaginemos Lula livre. Um líder político que cumpre pena por indícios, e não por provas de um crime. Uma prisão política no corpo, na cauda e na boca do processo, cujas ilações, opiniões e  adjetivos do juiz original não negam. Lula livre seria a materialização da liderança da oposição ao futuro governo de Jair Bolsonaro. Oposição hoje frágil, desunida e acéfala de liderança. Lula livre seria o ectoplasma do líder da resistência ao beneficiário final do impeachment de 2016.

Quem quer Lula livre? Fora da prisão, Lula se transformaria em um fantasma, assombração para os planos e delírios de Bolsonaro e seu governo. Não se pense que, a partir de 1 de janeiro, o país verá Temer, Jucá, Alckmin, Serra, Agripino, assessor de Bolsonaro ou qualquer outro peixe grande detido, nem que denúncias e ações nas cortes primárias e/ou superiores começarão a andar. Nem que a Justiça será igual para todos, seja para punir, seja para inocentar na ausência de prova. O que querem, os adversários, é Lula preso, porque o 16 ainda não acabou. 

Não bastou tirar Dilma e a esquerda do poder. Nem impedir Lula de retornar pelas urnas, bloqueando o caminho pela via judicial. Nem liquidar moralmente o líder do PT, um partido que inquestionavelmente errou, mas não errou sozinho (nem iniciou os esquemas. Eles já estavam na estrutura do Estado brasileiro). 

Aquele depoimento de Lula à juíza Gabriela Hart, sucessora interina do futuro ministro da Justiça de Bolsonaro, o Sérgio Moro, em Curitiba, sobre o sítio de Atibaia, foi uma mostra de que o processo político aberto em 2015, na Câmara, por Eduardo Cunha, ainda está em curso. Não era só tirar Dilma e o PT do poder. Nem impedir Lula de legalmente não ser candidato em 2018, como não o foi. O processo é mais longo, inclui a sua 
liquidação política, apagar a imagem de Lula do imaginário popular e, quem sabe, pela ação impiedosa do tempo e da indiferença do poder, a sua liquidação física.

Sim, 2016 ainda não acabou.

*Ayrton Maciel é jornalista e mora no Recife.

**Foto: UOL

2 comentários:

  1. Na presidência, o Seboso de Caetés deu dignidade aos ignorantes, elevou a autoestima da putada petralha, valorizou a ladroagem, deu voz aos comunas “incarnados” e cargos aos cumpanhêru...

    P.S.: - Esses esquerdistas defensores de bandidos, quadrilheiros, assassinos e protetores de terroristas não cansam de passar vexame?!?!?!

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  2. SIM... o ano de 2016 ainda NÃO acabou... Mas, façam o que façam, NÃO tirarão LULA da História do Brasil... Podem tirar-lhe a vida, como já tiraram a liberdade de ir e vir... Todavia, JAMAIS tirarão LULA da HISTÓRIA desta Nação de desdentados! - Até dias atrás, Dias Toffoli era "o satanás"... Era o "satânico advogado" do PT... Hoje, Dias Toffoli amanheceu santo, porque cassou a decisão do ministro Marco Aurélio Mello. – E o futuro ministro do Bozó, Ricardo Salles, antes de assumir, já foi condenado em primeira instância à perda dos direito políticos! - É ISSO! /.

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