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terça-feira, 24 de julho de 2018

POLÊMICA TEATRAL E O AZAR DE CÂMARA EM GARANHUNS


Por Junior Almeida

Quatro anos atrás Paulo Câmara (foto acima) era apenas um burocrata dos quadros do governo Eduardo Campos e indicado pelo chefe para ser seu substituto no Palácio do campo das Princesas. O nome do então secretário estadual de fazenda parecia não emplacar, e o senador Armando Monteiro já podia aquela altura comprar o paletó de sua posse, pois liderava com folga todas as pesquisas. Eis que em agosto daquele ano, um acidente aéreo em Santos, São Paulo, matou o neto de Arraes, assessores e a tripulação do jatinho usado para fazer a campanha presidencial de Campos.

Essa tragédia comoveu o país e, enquanto todos falavam na aeronave de Eduardo Campos, que tinha caído matando todo mundo, a então tímida candidatura de Paulo Câmara decolou, pegando carona no funesto episódio e na frase do recém falecido político, que virou slogan de campanha: “Não vamos desistir do Brasil”. Morte de uns, vida para outros, já diz o ditado. A morte do ex-governador foi a sorte de Paulo Câmara, que se elegeu com facilidade para governar Pernambuco já em primeiro turno com mais de 68% dos votos.

O tempo passou e já estamos às portas de outra eleição de governador, até o momento sem fatos relevantes que apontem favoritismo de algum candidato. Paulo Câmara, que está nas cabeças das sondagens, foi muito criticado no início de seu governo pelos altos índices de violência no Estado e também na questão dos impostos. De pouco tempo pra cá o mandatário deu mais atenção à área da segurança, fazendo abrandar as críticas ao seu governo, mas a fama de “cobrador de impostos” ainda não o abandonou, e deve ser explorada pelos seus adversários na campanha eleitoral. Para completar, Paulo Câmara não tem tido sorte em alguns episódios recentes que ajudam a arranhar a sua imagem, como por exemplo, a vaia que tomou de estudantes em Carpina, na Zona da Mata do Estado, e fria recepção que teve em Angelim, aqui no Agreste, onde a população local parece não ter dado a mínima para a visita do governador não se dando ao trabalho nem de sair de casa para vê-lo.

Aqui em Garanhuns o mandatário de Pernambuco em tese poderia sair ganhando com algumas de suas ações, pois afinal de contas tem a chave do cofre nas mãos. O festival de inverno deste ano, por exemplo, poderia render frutos a Paulo Câmara, mas a velha mania dos governos em empurrar goela abaixo no povo das Sete Colinas uma programação elaborada na capital por pessoas da capital, que pensam diferente do povo do interior, rendeu muito mais críticas do que elogios ao governador. O carro chefe da zoada foi a peça teatral “O Evangelho Segundo Jesus a Rainha do Céu”, que comprou briga com praticamente toda sociedade  de Garanhuns, unindo católicos e evangélicos, ricos e pobres, pretos e brancos, contra a apresentação.

A questão é: será que em Recife não tem  entre as pessoas que elaboram a programação do FIG uma alma com sensibilidade suficiente e o simples cuidado de ter checado o que Garanhuns e região poderiam achar de uma peça tão ousada e polêmica? Aqui na Suíça Pernambucana não tem uma pessoa que exerça um cargo comissionado de Câmara que pudesse ter o alertado, dizendo “governador, essa encenação pode não pegar bem pro senhor”? Lógico que não pegou bem. Nas rádios, ruas e redes sociais foi pau, pau, e pau em cima do governo Paulo Câmara. Quem lucrou com o episódio foi quem radicalizou contra a encenação, como o prefeito Izaías Régis, que abriu o bocão e em tese defendeu à família garanhuense. Incompetência da equipe do governador e seus assessores, que não o alertaram do perigo que corria sua imagem ou simples azar de Paulo Câmara?

Para queimar mais ainda o filme do governador, já depois da proibição da peça, e da liminar da Justiça para que essa fosse apresentada, continua a repercutir nas ruas, blogs,  rádios e redes sociais, a história do dito teatro, mais ainda depois da fala da cantora Daniela Mercury (foto abaixo), que se apresentou no último sábado (21) palco principal da Praça Mestre Dominguinhos, e tomou partido a favor da travesti Renata Carvalho (foto acima), que interpreta Jesus na encenação, ficando, evidentemente, contra aos que criticaram e proibiram a polêmica peça teatral, incluído aí Paulo Câmara, que através do Governo, bancou o cachê da cantora. Já pensaram,contratar uma artista para  que critique quem pagou? Será azar?

A baiana até que começou pegando leve, explicando o sentido da arte, que segundo ela não tem dogma, não tem religião. Daniela também criticou a censura à exposições de arte, mas, depois se  exaltou abrindo sua caixa de palavrões deixando muitos perplexos com seu linguajar. Daniela Mercury disse que arte “é para abrir a cabeça de merda de muitos” e chocou o público dizendo que Renata, a travesti, era Jesus Cristo. Para terminar de escandalizar, a artista mandou o público presente soltar seus demônios. Vídeos circulam na internet mostrando que no exato momento em que Daniela Mercury disse isso, brigas começaram no meio da multidão. Foi como se o capeta tivesse se soltado no meio do povo, como ordenou a cantora.

Querendo ou não, as polêmicas do FIG, principalmente a peça teatral, contratada inicialmente pelo o Estado, sendo inclusive anunciada na programação, bem como o show de  Daniela Mercury, terminam respingando no governador, que por falta de sensibilidade de seus assessores, tem sua imagem arranhada aqui na região Agreste.

4 comentários:

  1. Esse texto é pobre por excelência! – Muita politicagem e bairrismo. E outras bobajadas como essa história de demônios e capeta! - Ademais: é crueldade, dizer que: "A morte do ex-governador foi a sorte de Paulo Câmara". – 2. Por fim, Palácio do Campo das Princesas é substantivo próprio!! - Exige letra maiúscula em "Campo das..." /.


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    1. Você so gosta de ouvir o que lhe agrada, mesmo que isso custe a omissão da verdade.

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  2. PARABÉNS GOVERNADOR PELA ATITUDE CORAJOSA DE NÃO APOIAR UMA PEÇA DE TEATRO QUE DESRESPEITA E ATINGE TODAS PESSOAS QUE VERDADEIRAMENTE CRÊEM EM JESUS. A CANTORA DANIELA MERCURY QUER SER A PALMATÓRIA DO MUNDO E CULTIVA OUTROS VALORES.

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  3. Tudo isso é retaliação da FUNDARPE contra a igreja Católica de Garanhuns que este ano impediu a abertura do FIG no interior da matriz de Santo Antonio, devido aos fatos da abertura do ano passado quando a FUNDARPE colocou um grupo de humbandistas com um pai de santo maquiado e vestido de mulher no altar da igreja em 2017!

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