segunda-feira, 18 de junho de 2018

CAETÉS EXALTA CULTURA POPULAR NORDESTINA


Por Junior Almeida

Caetés realmente vem se diferenciando das demais cidades da região, e isso em todos os setores. No quesito festa não é diferente. A equipe do prefeito Armando Duarte, pensando no melhor para o povo do município e turistas, se preocupou esse ano em agradar todos os públicos com as atrações dos mais variados estilos dentro do forró e da arte popular. O ponta pé inicial dos festejos juninos foi na Vila Araçá, com duas bandas de forró estilizado, Vumbora e Forró na Mídia. Na sexta-feira passada (15) Caetés viveu uma noite memorável, que não ficou nada a dever ao Festival de Inverno de Garanhuns–FIG-,ou ao São João de Caruaru, por exemplo, pois dois gigantes da música popular brasileira, Jorge de Altinho e Elba Ramalho, além dos artistas da terra, Emanuel e Mathias, se apresentaram para as milhares de pessoas que lotaram a praça de eventos da Terra da Energia Eólica de Pernambuco.


Na próxima quinta-feira (21) Caetés deixa um pouco de lado o forró, mas não à cultura popular nordestina. A noite é de cantoria, da arte do improviso. Uma definição bem humorada e interessante dos cantadores é que poeta é aquele que tira de onde não tem e bota onde não cabe. Pois bem, quem quiser ver e ouvir tiradas inteligentes como essa não pode perder. A cantoria começa a partir das 20 horas e as atrações da festa são vários poetas convidados, além de Jairo Silva e Jeferson Silva do Piauí, Rogério Menezes e Raimundo Caetano, de Caruaru. Quem vai apresentar o encontro é Raudênio Lima, poeta declamador. Serão homenageados os filhos de Caetés, Severino Ferreira, o poeta cantador, e Edmilson Pereira, o Miltão, organizador de cantorias.

Entrando no clima da poesia popular, abaixo um texto do professor Urbano Silva, que também é pesquisador da cultura nordestina, em especial Luiz Gonzaga, e locutor da Rádio Cultura de Caruaru, trabalhando diretamente com o “homem da Feira de Caruaru”, Onildo Almeida. Diz a "Poesia Nordestina:

       Sou mais nordestino
Do que brasileiro
O povo pioneiro
Que o Brasil fundou
Nascido na Bahia
Em Porto Seguro
Mirando o futuro
O Brasil avançou

Nordeste de arte,
de samba e xaxado
da pega do gado
do vaqueiro valente
da viola e o repente
do som do reisado
da ciranda e o congado
no terreiro da gente


Nordeste Atlântico
do mar mais bonito
de rezar,  o Bendito
Padim Ciço ensinou
pandeiro e embolada
nessa terra encanta
A morena percanta
meu coração animou

Sou mais nordestino
Assim quero ser
Viva gente altiva
De um grande sertão
De céu anil
Azul estrelado
Um dia trovejado
Que banha a  criação

Nordeste é cultura
tem  filosofia
um sonho por dia
a nos desafiar
dessa gente que sou
fazendo poesia
essa terra da alegria
quero sempre te louvar.

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