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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

VILA ARAÇÁ-CAPOEIRAS: OS TRÊS QUILÔMETROS DA MORTE

Por Junior Almeida

No último sábado (20) mais um grave acidente aconteceu no trecho da rodovia estadual PE 193, que liga a Vila Araçá em Caetés e à cidade de Capoeiras. O percurso de apenas três quilômetros é relativamente plano, não tem uma única curva e mesmo assim não pára de acontecer acidentes com mortes nesse pedaço de estrada, como o desse final de semana, que resultou na morte de um homem e uma mulher.

No funesto episódio de sábado, o casal trafegava numa moto com destino à Capoeiras quando colidiu com um veículo em sentido contrário tendo os dois falecido no local, tão violento foi o impacto da batida. Resultado: além da dor das famílias dos mortos, DEZ FILHOS ficaram sem seus pais. Seis dele, o pedreiro Adaílton Bernardo, e quatro da dona de casa Maria Sandreane.

Quem não conhece essa estrada deve ficar se perguntando como em um retão de certa forma pequeno acontecem tantos acidentes, mas, quem circula pelo local, mesmo que não seja um engenheiro rodoviário, logo percebe que vários fatores contribuem para que o trecho entre a Vila Araçá e Capoeiras, pode ser chamado de os três quilômetros da morte. Vejamos:

A reforma da estrada iniciada em 2011 foi anunciada com toda pompa pelo Governo do Estado e a Prefeitura de Capoeiras, mas nunca ficou pronta. A pista foi alargada e o asfalto trocado, fazendo com que se pudesse correr mais. Pista nova, mas as faixas sinalizadoras nunca foram pintadas. A qualidade do serviço também é duvidosa, pois pouco tempo depois do recapeamento da pista, o terreno cedeu e em alguns lugares o asfalto foi junto. A pista está cheia de buracos, como no local do último acidente. Para se ter uma ideia de como foi feito o serviço, no portal de entrada de Capoeiras, não tem por onde a água da chuva escoar, sendo a caída d’água para o meio da pista. Quando chove, por mínimo que seja o local fica alagado, semelhante o que acontece quando se coloca água numa bacia. Um perigo para quem trafega no local, que pode aquaplanar com seu carro ou moto.

Nesse trecho de estrada vários fatores contribuem para os acidentes. A mistura álcool e direção, a pior e mais letal mistura que é álcool com guidão, imprudência, falta de equipamentos de segurança como o capacete, alta velocidade, inexperiência ao dirigir, pessoas fazendo caminhadas onde só deveria passar veículos e também a falta total de sinalização da via, bem como a sua precária conservação.

Será que se a pista tivesse as faixas sinalizadoras e fosse bem conservada já teria morrido esse monte de gente? Uma ou mais lombada eletrônica resolveria o problema? São questões que as autoridades responsáveis pela PE 193 têm que responder, mas o fato é que do jeito que está não pode ficar. Protestos já foram feitos, mas nada adiantou. Os filhos de Capoeiras, Caetés e até de outros luares continuam morrendo na estrada.

Puxando pela memória e numa rápida pesquisa na net, alguns nomes de mortos nesses três quilômetros da morte:


Genecí Pedro, Lucinaldo Bezerra, Luiz Jacinto, Charles Bezerra, Wellington de Melo, Ademilson Gomes, José Valclécio, Micael Alves, Marcos José, Antônio Rodrigues, Willian Tavares, João Paulo, Donizete Marcolino, Inaldo Ferreira, Ronaldo Silvano, Jordânio Jordão, Junior de Tatá, Gilvan dos Santos, Roberto Araújo, Maria Lúcia, Veldemar, Gracivaldo, Fábio Eudes, Didi Gato, Adaílton, Sandreane, Jair Raimundo...

*Fotos: veículos envolvidos no acidente do sábado.
**Fonte: Blog Capoeiras.

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