sábado, 21 de outubro de 2017

MOVIMENTO TENTA APAGAR PAULO FREIRE DA HISTÓRIA

Há um movimento nacional para desconstruir a imagem do professor Paulo Freire, que dedicou uma vida inteira à educação e desenvolveu um método de alfabetização de adultos considerado revolucionário, além de publicar livros traduzidos em mais de 40 países, como “Pedagogia do Oprimido” e “Educação como Prática da Liberdade”.

A onda contra o educador chegou ao Congresso Nacional e um grupo de deputados conservadores pretende “cassar” o título de Patrono da Educação Brasileira, concedido a ele post-mortem em 2012.

Diante desse movimento, o deputado federal Danilo Cabral, do PSB pernambucano,  assinou uma moção de repúdio contra a iniciativa.

Na opinião do parlamentar, atribuir o descaso que o processo histórico do Brasil deu à causa da educação ao educador Paulo Freire é um absurdo. “Se o Brasil vive essa situação hoje, é porque nunca se deu à educação o seu devido valor, o de ser um instrumento para a transformação da vida das pessoas”, comentou.

Deputado Danilo Cabral
A moção de repúdio foi apresentada pelo deputado Glauber Braga (PSol-RJ) na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, por causa de uma proposta que tramita no site do Senado, através do e-cidadania, para revogar a lei 12.612 que confere o título a Paulo Freire.

São necessárias 20 mil assinaturas para que o tema seja debatido no Senado – e ao terminar a semana mais de 21 mil pessoas já tinham assinado a petição.

“Estamos indignados com o movimento de destituição de Paulo Freire como Patrono da Educação. Há um consenso em torno dele. Paulo Freire usou a capacidade de formular das pessoas, não simplesmente alfabetizou, mas construiu uma consciência crítica e cidadã e, a partir disso, cada um poderia ser protagonista da sua vida. E isso é um direito das pessoas, ter a educação como Um instrumento de libertação das pessoas”, afirmou Danilo Cabral.

Para o deputado, a Comissão de Educação não pode permitir o avanço desse “movimento conservador”.

FREIRE – Paulo Freire nasceu no Recife e começou a se destacar como educador na década de 60, quando desenvolveu em Angicos, no Rio Grande do Norte,  um programa que conseguia alfabetizar adultos em apenas 40 horas.

O método do professor levava em conta a realidade dos educandos, que eram ensinados a ler e escrever a partir de “palavras geradoras” ligadas à sua realidade.

Assim, os alunos em vez de trabalhar com a tradicional cartilha com frases imbecilitantes tipo “vovó viu a uva”, homens e mulheres da cidade e do campo começavam a aprender a ler a partir de palavras como tijolo, enxada, família, povo, etc.

Com a metodologia adotada pelo recifense, as pessoas aprendiam a ler, escrever e ao mesmo tempo eram estimulados a pensar, a desenvolver uma consciência a respeito da inserção no mundo em que viviam.

O professor e escritor trabalhou no primeiro Governo Arraes, participando do Movimento de Cultura Popular e desenvolveu experiências consideradas enriquecedoras em diversas regiões do Estado.

Quando veio o golpe militar de 1964, Paulo Freire (que era cristão) foi acusado de comunista, ficou preso durante dois meses e depois teve de ir para o exílio, morando primeiro no Chile e depois em outros países.

Seus trabalhos com educação foram aplicados no Chile, na Argentina, em Portugal,  na Suécia, nos Estados Unidos (Freire lecionou na consagrada Universidade Harvard) e em dezenas de países africanos.

Paulo Freire ganhou fama internacional e é o brasileiro que mais recebeu títulos de doutor mundo afora.

Os que estão querendo retirar o título dado ao professor, desconstruir sua imagem e desacreditar seu trabalho, às vezes o fazem sem nunca ter lido um livro dele e sem conhecer sua história. Alguns participam dos ataques a ele por motivação puramente ideológica,  pela visão humanitária e de esquerda do professor.

Quando retornou do exílio, com a redemocratização do Brasil, Freire ensinou em universidades paulistas e foi Secretário de Educação da cidade de São Paulo, na gestão de Luíza Erundina.

Por suas ligações com políticos como Arraes e Erundina, por ter desenvolvido um método de trabalho que valoriza o povo e o faz pensar, o educador é considerado perigoso por uns ou um "mero farsante" por outros.  E querem apagá-lo da história.

Paulo Freire morreu em São Paulo em 1997 e permanece vivo através de suas ideias,  dos seus seguidores e dos livros que escreveu.

Somente “Pedagogia do Oprimido”, seu livro mais conhecido, foi traduzido em 41 países. 

4 comentários:

  1. 0 livro PEDAGOGIA DO OPRIMIDO de Paulo Freire é uma relíquia e que precisa ser lido por todos os estudantes deste país.

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  2. A pedagogia de Paulo Freire, não faz nada além de transformar camponeses analfabetos pacíficos em militantes de esquerda violentos, NADA ALÉM DISSO!!

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  3. Caro Professor Zeca Barbosa: - Recomende a leitura de Pedagogia do Oprimido ao atual ministro da Educação! - Isto é, se esse ministro Mendonça Boca de Tabaco souber ler um livro. – Quem tem um ministro da Educação do porte desse Mendonça, nem precisa "passar perfume em merda"! Porque já passamos! E, a partir de agora, sou obrigado a chamar "my lord" o cachorro de Mendonça Boca de Tabaco. - (Peguei por empréstimo as frases do articulista Marcelo Rates Quaresma, na postagem anterior a esta.) – Como diz a freirinha aqui da paróquia: é froide mesmo. – Ter de engolir essas sacanagens, é tão deprimente quanto chamar de excelência um ministrinho do STF, com aquelas caras de quem está soltando pum para o povo. /.

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  4. A Pedagogia de Paulo freire não só não ensina ninguém como deixa as pessoas mais burras ainda. Para constatar isso basta ler os textos escritos por quem defende Paulo Freire.

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