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sexta-feira, 2 de junho de 2017

CÂMARA APROVA PROJETO QUE MEXE COM PROFESSORES

Por 11 votos a 2 a Câmara de Vereadores de Garanhuns aprovou, agora pela manhã, projeto do Poder Executivo que mexe com a vida dos professores do município, alterando o cálculo da hora-aula e abrindo caminho para a redução da carga horária dos profissionais de ensino no município.
Pelo menos esse é o pensamento do vereador  e professor Márcio, que juntamente com Tonho de Belo votou contra a proposta da prefeitura.
“Votei com minha consciência e a favor da classe”, justificou o vereador, que assegura que os parlamentares não receberam pressão para votar a favor ou contra as alterações aprovadas hoje.
Tonho de Belo disse que desde o começo estava contra o projeto e não seria nesta sexta-feira que iria mudar de posição.
O procurador jurídico do município, João Pontes, explicou que o projeto do Executivo está totalmente dentro da legalidade e que diversas outras cidades da região pagam o professor da mesma maneira que Garanhuns vai fazer a partir de agora.
Ele disse que muitos professores que resistiram à matéria trabalham também no Estado, que adota o mesmo sistema que irá vigorar no município depois das modificações referendadas na Câmara.
Algumas centenas de professores lotaram hoje o plenário, a antessala e até parte da frente da Câmara Municipal.
Eles pressionaram, vaiaram, portaram faixas e cartazes, mas não conseguiram reverter a decisão dos parlamentares que por ampla maioria aprovaram a proposta do prefeito Izaías Régis (PTB).

2 comentários:

  1. Boa tarde meu amigo Roberto! A respeito das informações do procurador do município, sinto dizer que o mesmo está equivocado quando diz que "...no Estado, que adota o mesmo sistema que irá vigorar no município depois das modificações referendadas na Câmara".

    O estado paga o professor por horas/aulas e não pelo modelo heliocêntrico de se calcular o tempo em "horas" como está expresso na referida lei aprovada pela câmara de Garanhuns. Nem a CLT é tão injusta quanto esse projeto, principalmente quando não trata a divisão do trabalho dos professores em horas/aulas, que inclusive é uma convenção que está expressa na lei que rege a categoria.

    "O procurador jurídico do município, João Pontes, explicou que o projeto do Executivo está totalmente dentro da legalidade e que diversas outras cidades da região pagam o professor da mesma maneira que Garanhuns vai fazer a partir de agora". Particularmente não conheço nenhum município que pague o professor por "horas", conheço vários municípios que pagam os professores por "horas/aulas".

    Quanto as cargas horárias de 150 h/a e 200 h/a, seguramente digo que deve haver um cuidado muito grande quando se for "mexer" neste quesito, para não se incorrer em uma grande injustiça, principalmente para o professor da educação infantil, que o PCC de Garanhuns trata como professor I, pois aplicando o princípio da equidade e proporcionalidade da lei do piso, seguramente esse professor NÃO poderá ter sua carga horária reduzida.

    Forte abraço.
    Wellington Freitas, professor na cidade de Garanhuns.

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  2. Não mexeu apenas! Caríssimo Roberto Almeida,a educação de Garanhuns acabou de sofrer um golpe, que será amplamente sentido pelos estudantes, não porque iremos trabalhar revoltados, mas porquê, não termos mais o tempo remonerado que é de direito para elaboração das aulas, correção de provas etc.. todo e qualquer trabalhador faz uso das suas atribuições com zelo e responsabilidade. Muito nos entristece é saber que nossas vidas foram hoje decidas por veriadores que não conseguem nem se quer ler com fluência, que não procuraram entender o projeto, sem entendimento decidiram a vidas dos professores que dedicaram seis anos de suas vidas em uma graduação, mais dois em especialização e alguns até em seus doutorados. Infelizmente os 11 vereadores que hoje aprovaram esse projeto sem as alterações necessárias, estão periodicamente em suas funções, diferentemente​ dos professores que são concursados e prestarão serviço a educação do município por toda a sua vida, mas mesmo assim, são responsáveis pelo legislativo desta cidade e aprovam leis que irão destruir toda uma categoria. Que em meio a toda essa situação, ficavam rindo ironicamente das nossas angústias, que esse mesmo representante do "povo", passou mais de um mês cavalgando sem trabalhar e mesmo assim seu salário não foi afetado, diferentemente de nós professores, que trabalhamos uma jornada de 200 h/a e recebemos por 150 h/a, o que nos custou um desconto em folha de mais de 700,00, do que trabalhamos. Estamos de LUTO sim

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