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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

MARLON BRANDO - UM ÍCONE DO CINEMA MUNDIAL

Por Altamir Pinheiro
Sem a menor sombra de dúvida, VITO CORLEONE, o Poderoso Chefão, mais conhecido como Marlon Brando,   foi o homem mais bonito que o planeta terra já pariu. Ele morreu aos 80 anos, em Los Angeles, vítima de insuficiência respiratória, pobre, amargurado e gordo, pesando mais de 120 quilos, no ano de   2004. BRANDO  era magnético, elétrico, encantador. Foi o maior ator de sua época. Lindo, seduziu centenas de mulheres, dormiu com metade de Hollywood e destruiu a vida de muita gente. Segundo o  crítico de cinema François Forestier, “Marlon Brando era um extraordinário sedutor. No livro que escrevi ele tinha tantas amantes que  parecia mais um catálogo telefônico”, diz o escritor. O mito de Brando é tão esmagador que ele se torna mais importante que seus filmes. Sua arte transcende tudo basta ver ou assistir ao grande ator de obras primas como Sindicato de Ladrões (1954), Viva Zapata!!!  Último Tango em Paris (1972) e  O Poderoso Chefão(1972). Poucos ícones do cinema uniram dessa forma talento, beleza e aparência privilegiada.
Marlon Brando usava o SEXO como forma de poder sobre as pessoas, pois tinha mais filhos do que pau-de-arara fugitivo da seca nordestina para São Paulo,  e parece que tudo tinha nascido de uma ninhada só. três filhos que teve com sua empregada doméstica Christina Ruiz. Brando teve  um lote de seis filhos mais de mulheres não identificadas, e outra tuia de  sete, estes reconhecidos. Pela cama de Brando passaram mulheres famosas como Ava Gardner(mulher de Frank Sinatra que ameaçou castrá-lo), Marilyn Monroe, Grace Kelly, Shelley  Winters, Ursula Andress e um cambada de anônimas. Entre os homens, enlouqueceu Tennessee Williams e Jean Cocteau. O DIABO BRANDO teve atrizes, homens, intelectuais, datilógrafas, costureiras, Hollywood, quem quisesse, todos aos seus pés. Os mais próximos chafurdaram no álcool e nas drogas, enlouqueceram, cometeram assassinato, se mataram, fugiram do brilho cego do monstro. “ERA O DEMÔNIO”, dizia sua filha Cheyenne, que se suicidou aos 25 anos. Um dos filhos desastrados  de Brando assassinou um homem e ele gastou uma tremenda grana para livrar o peça ruim da cadeia.
Marlon Brando foi um ator saudado por trazer um estilo realista emocionante na atuação de seus papéis, e é amplamente considerado como um dos maiores e mais influentes atores de todos os tempos. Considerado um dos mais importantes atores do cinema dos Estados Unidos, Brando foi um dos três únicos atores profissionais, juntamente com Charlie Chaplin e Marilyn Monroe, a fazer parte da lista de 100 pessoas mais importantes do século compilada pela revista Time, em 1999. Do lado positivo do homem Marlon Brando destacou-se, também, um ativista, apoiando diversas causas, mais notavelmente o movimento dos direitos civis dos NEGROS e diversos movimentos em defesa dos ÍNDIOS. É mais conhecido pelos seus papéis como Emiliano Zapata em Viva Zapata!!! (1952), Durante os anos 70, ele foi mais famoso por seu desempenho vencedor do Oscar de melhor ator como DON VITO CORLEONE, em O Poderoso Chefão. Os filmes de faroestes que mais ele veio a se destacar foram: Duelo de Gigantes, Sangue em Sonora e A Face Oculta.  Brando é considerado um dos maiores e mais influentes atores do século XX. Na opinião do cineasta Martin Scorsese, "Ele é o marco. Há o “antes de Brando”  e “depois de Brando”.
Percorrendo as páginas de Marlon Brando – A FACE SOMBRIA DA BELEZA, biografia lançada no Brasil compreende-se a razão para o desconforto que a evocação da figura materna trazia ao grande mito do cinema. A proposta do jornalista francês François Forestier foi mergulhar na turbulenta vida privada daquele que um dia foi chamado de maior ator do mundo para iluminar a trajetória pública de Brando, astro que foi voluntariamente se apagando em vida até a morrer recluso em sua mansão, amargando tragédias familiares e problemas financeiros. Neste livro que eu tive o privilégio de lê-lo, Brando é mostrado como um gigante imponente e frágil moldado numa família desestruturada. Segundo o autor, foi determinante na vida e na carreira de Brando o desajuste afetivo e social germinado na convivência com o pai autoritário e infiel e a mãe, atriz frustrada apaixonada por Shakespeare que o filho adolescente passou a resgatar entorpecida de bares e camas que ela percorria entre as idas e vindas com o marido. 
Outras tragédias marcante na vida pessoal de Marlon Brando foram os casamentos irresponsáveis que se mostrariam desastrosos para sua sanidade e seu bolso. Ele era um sujeito traumatizado pelo alcoolismo da mãe.   Brando foi um gigante que sucumbiu ao próprio peso.  Mas, por que um homem que passou a vida celebrando suas amizades morreu solitário assistindo televisão, alguns anos depois de ter um filho preso por assassinato e amargar o suicídio de uma filha?!?!?!. Tragédia à parte, cinematograficamente falando,  falar de Brando é falar de um antes e um depois na história do cinema. Todas as estrelas posteriores beberam dele, de James Dean a Paul Newman, de Robert De Niro a Al Pacino. Seu legado é tal que não há um só intérprete que não use Brando, um dos maiores ícones do cinema mundial, como sua referência.

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