A
Rede Sustentabilidade, partido político recém-criado por Marina Silva,
posicionou-se contra o impeachment de Dilma Rousseff.
O
partido defenderá, entretanto, a continuação da investigação conduzida pelo
Tribunal Superior Eleitoral, que apura suspeitas de abusos de poder político e
econômico cometidos pela presidente Dilma Rousseff e seu vice, Michel
Temer, na disputa de 2014.
O
posicionamento da Rede foi oficializado em nota da legenda, divulgada na manhã desta sexta-feira, dia 4.
“Pelos
fatos apresentados até o momento, não se encontram presentes os elementos
necessários para o impeachment. A Rede acredita que a Justiça é o melhor
caminho e defende o aprofundamento das investigações e o avanço de todas as
ações no Judiciário, livre de chantagens e ameaças'', disse o deputado
Alessandro Molon (Rede-RJ).
Segundo
dirigentes da sigla, que tem 5 deputados federais e 1 senador, pesou na decisão
a posição pessoal da ex-senadora Marina Silva. Para ela, não existem “elementos
técnicos e jurídicos” que embasem o pedido de afastamento de Dilma. Da mesma
forma, a maior parte da Comissão Executiva Nacional da Rede entendeu que não há
dados novos que justifiquem o impeachment.
O
documento ressalta que o instrumento do impeachment, em si, “não é golpe'', e
está assegurado pela Constituição.
Há
algumas divergências entre os dirigentes da sigla. Parte da Rede queria que a
legenda apoiasse o afastamento da presidente. Houve também quem defendesse a
renúncia de Dilma. Integrantes da Rede ouvidos pelo Blog acrescentam que
a decisão é “provisória'' e “pode mudar'' conforme a evolução do cenário. A
Rede também pretende ouvir militantes sobre o assunto nos próximos dias.
O
documento oficial trata de maneira crítica as ações protagonizadas pelo
presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e pelo governo petista. A
Rede também ataca o governo do PT, apontado como causador da crise política e
econômica atual. (Fonte: Portal UOL).

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