domingo, 21 de dezembro de 2014

PHILOMENA CONTA HISTÓRIA TERRÍVEL DA IGREJA

Philomena, filme produzido nos EUA, Reino Unido e França, conta uma história terrível envolvendo a Igreja Católica da Irlanda. Aos 18 anos a jovem que dá título ao longa teve um filho sem casar e a família, com vergonha, mandou-a para uma instituição católica, dirigida por freiras. Lá o pequeno Anthony nasceu em condições precárias, sem assistência de um único médico, com perigo de vida para a mãe e o bebê. Deu sorte e sobreviveu, o que muitas vezes não acontecia. Com apenas 3 anos o menino foi adotado por um casal americano e Philomena Lee passou 50 anos procurando o fruto de uma noite de amor, arrancado à força de sua vida pela caridosas irmãs, que vendiam bebês a mil libras aos endinheirados casais americanos.

Existem dados assegurando que 2.200 irlandesas tiveram filhos adotados em condições semelhantes as que são mostradas na ficção.

O filme é um drama muito bom, com direção de Stephen Frears (que nos anos 90 foi homenageado no Brasil com uma música por Zeca Baleiro) e revela um capítulo tenebroso da Igreja Católica na Irlanda. As freiras não somente eram mercenárias, como fizeram tudo para esconder a prática de vender os bebês e impedir um reencontro de Philomena e Anthony.

Nos Estados Unidos, criado pelos pais adotivos, o irlandês ganhou um novo nome e foi um assessor importante do Partido Republicano, tendo trabalhado com os presidentes Reagan e Bush. No filme, Philomena descobre tudo com o auxílio do jornalista  Martin Sixmith (Steve Coogan), um repórter bastante crítico em relação à Igreja.

Anthony era homossexual e teve problemas dentro do Partido Republicano, essencialmente conservador. O irlandês-americano morreu de AIDS em meados dos anos 90.

Apesar da violência que sofreu por parte das freiras, a personagem não perde a fé em Deus e no catolismo. Quando os crimes são abertamente desmascarados ela dá o seu perdão a uma das líderes do convento, já velha, intransigente e obstinada, culpando as jovens pelo seu destino,  por terem concebido sem casar. 

Philomena, o filme, foi indicado a quatro prêmios Oscar, inclusive o de melhor atriz para Judi Denck, que interpreta a mãe angustiada e desesperada.

Depois do sucesso do longa, que estreou na Europa no final de 2013, a verdadeira Philomena Lee esteve com o Papa Francisco, em Roma, quando teve oportunidade de relatar pessoalmente os crimes praticados na Irlanda.

"É uma honra ter encontrado o papa Francisco", afirmou a mulher de 80 anos, que foi ao Vaticano acompanhada por sua filha e o ator Steve Coogan. "Como se vê claramente no filme, sempre tive uma profunda fé na igreja e em sua vontade de reparar os erros cometidos no passado", disse Philomena.

O filme teve o roteiro baseado no livro contando esse drama todo, escrito pelo jornalista Martin Sixmith, personagem mais importante do longa depois da própria Philomena. (Na foto o Papa Francisco recebe a irlandesa e o ator Steve Coogan).

Um comentário:

  1. José Fernandes Costa21 de dezembro de 2014 12:53

    Roberto: mesmo em viagem, fiz questão de ler o seu blog. - 2. Histórias como essa, envolvendo a Igreja Católica, em NADA me surpreendem. As patifarias das igrejas são TERRÍVEIS. - O Vaticano sempre foi um antro de tudo que é ruim. - Com algumas boas exceções, como existem em todas as normas sociais. - A própria madre Tereza de Calcutá era pródiga em humilhar os pobres, para que eles obtivessem a "salvação, o caminho do céu". - Depois, a mesma madre Tereza posava ao lado de ditadores mundo afora, em busca de dinheiro, pra manter os pobres miseráveis na ignorância e no sofrimento explícito! - Tudo isso, sempre foi feito em nome da "fé cristã". - Mas essas historinhas macabras são só uma gota d'água no Atlântico! - Porque os escândalos na Igreja Católica NÃO param de acontecer. - Vamos ver se o papa Francisco consegue limpar um milésimo da sujeira dessa igreja! – 3. Quanto às demais igrejas, os casos perversos são tão horripilantes quanto os dessa igreja romana. - É MUITO LIXO pra entupir as narinas das pessoas tapadas! Ou tapadas, ou aproveitadoras dessas safadezas generalizadas! - É ISSO. /.

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