terça-feira, 28 de maio de 2013

ESTUDANTES DAS ESCOLAS PÚBLICAS GANHAM O MUNDO

O programa de Intercâmbio Internacional Ganhe o Mundo, criado pelo Governo de Pernambuco, é uma das melhores iniciativas na área de educação, nos últimos tempos. Não é à toa que conheço alguns jovens, alunos de escolas particulares, planejando estudar na rede oficial de olho numa oportunidade de viajar para o Canadá, Os Estados Unidos, a Austrália ou outro país do chamado primeiro mundo.

Muitos estudantes, filhos de pais pobres ou da classe média baixa, jamais puderam ao menos sonhar com a oportunidade de sair do Brasil e conhecer outros mundos. Desde que o programa citado foi criado, algumas centenas de jovens pernambucanos, muitos da região do Agreste Meridional, tiveram a chance de fazer uma viagem internacional, que antes era um privilégio de alguns filhinhos de papai.

Com uma visão muito positiva do “Ganhe o Mundo”, solicitei alguns dados do gestor da GRE do Agreste Meridional, professor Paulo Lins, a respeito do programa de intercâmbio.

Vou repassar ao leitor algumas dessas informações, para que ele possa ter a noção exata do que está se oferecendo aos nossos estudantes das escolas públicas.

O Governo já lançou, do ano passado para cá, editais do programa Ganhe o Mundo. Pelo primeiro, de fevereiro do ano passado, disponibilizou 700 vagas aos alunos, que classificados puderam passar um tempo em países como o Canadá, Estados Unidos e Nova Zelândia. Da Regional do Agreste Meridional foram contemplados 42 estudantes, de escolas de Garanhuns, Lajedo, Bom Conselho, São Bento do Una, Capoeiras, Brejão, Canhotinho e Itaíba.

No segundo edital, de maio de 2012, foram 425 vagas. Ganharam direito ao intercâmbio estudantes de seis escolas de Garanhuns, afora alunos de outros municípios do Agreste, como Caetés, Águas Belas, São Bento do Una, Lajedo, Capoeiras e outras cidades.

O terceiro edital, de janeiro deste ano, amplia o número de vagas para 1.275, com oportunidades de intercâmbio nos Estados Unidos, Canadá e em países com Chile, Argentina e Espanha. Só a GRE do Agreste Meridional selecionou 75 estudantes.

Esses jovens estão tendo um aprendizado nessas viagens que ultrapassa em muito a sala de aula e os muros das escolas. Têm a oportunidade de conhecer outras terras, outros povos, aprender ou aperfeiçoar outras línguas. Ganham confiança e se preparam melhor para a vida. Deixam seus pais cheios de orgulho.

Essa iniciativa, somadas a outras do Governo de Pernambuco, fazem com que escolas como a Virgem do Socorro, Francisco Madeiros, Jerônimo Gueiros, João da Mata Amaral, Elisa Coelho (Garanhuns), Frei Caetano de Messina (Bom Conselho), Ismênia Lemos Wanderley (Brejão),  Nossa Senhora Perpétuo Socorro (Capoeiras),  Luiz Pereira Júnior (Caetés) e Lenita Cintra (São Bento do Una), passem a ser vista com outros olhos. Tanto pelas comunidades que sempre precisaram desses educandários, quanto pelas classes média e alta que torcem o nariz há anos para a Escola Pública.

O Brasil e Pernambuco ainda estão longe do ideal, em matéria de educação, mas iniciativas como essa, valorizando o aluno e fortalecendo o ensino público, representam um alento e nos mostram que nem tudo está perdido. Um dia, quem sabe chegaremos lá e seremos tão bons na educação quanto a pequena Finlândia.

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