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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

FALTA UM LIVRO POLÍTICO SOBRE LUIZ GONZAGA

Do jornalista Inaldo Sampaio:

Muito já se escreveu sobre Luiz Gonzaga, que teria completado ontem 99 anos de idade se estivesse vivo, mas ainda está faltando sua biografia definitiva. A juízo do redator desta coluna, os dois melhores livros sobre o “Rei do Baião” são “Vida do Viajante: a Saga de Luiz Gonzaga”, da jornalista francesa Dominique Dreyfus, com prefácio de Gilberto Gil, lançado em 1997, e “Luiz Gonzaga – O homem, sua terra e sua luta” do mestre em comunicação José Mário Austregésilo, lançado em 2009.

Dominique ouviu pela primeira vez as músicas de Luiz Gonzaga quando veio passar uma temporada em Garanhuns em 1948 em companhia dos avós paternos, que eram aposentados e moravam na zona rural do município. Em julho de 1986, fazendo a cobertura de um festival de música, em Paris, Luiz Gonzaga constava da programação “e eu me derretia toda ao ouvir o vozeirão tão querido, cantando aquelas músicas que acompanharam minha infância”. E daí surgiu a ideia de biografá-lo.

O livro de José Mário enfoca a oralidade no “Rei do Baião”, ou seja, os trechos em que ele introduz fala nas músicas como “Samarica Parteira”, por exemplo, retrato fiel de um parto no Nordeste na década de 60. Porém, ainda falta um livro que enfoque o lado político de Luiz Gonzaga: as músicas que gravou para JK e Marco Maciel, a campanha que fez para o senador Zé Ermírio de Moraes e o fora que levou do general Figueiredo por ser pai de Gonzaguinha, “que anda por aí falando de mim”.

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