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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

JOÃO PAULO E JOÃO DA COSTA

O ex e o atual prefeito do Recife estão numa briga feia, com cada lance sendo documentado pela imprensa da capital. Quem tem razão entre os dois petistas? Assim, de longe, é difícil saber. Mas a história política de cada um pode nos apontar um caminho.

João Paulo era peão. Morava na periferia do Recife e não pôde estudar. Para viver, dava duro na indústria metalúrgica. Começou sua militância no PT, partido ao qual está filiado até hoje. Foi levando porrada nos anos mais difíceis da vida brasileira e se tornando um campeão de votos. Se elegeu vereador, depois deputado estadual, disputou as prefeituras de Jaboatão e da capital sempre com surpreendentes votações. Até que atrapalhou o "imbatível" Roberto Magalhães e se elegeu prefeito. Foi criticado no início da gestão, mas no final do mandato a população já entendia seu trabalho e lhe reelegeu com alguns caminhões de votos à frente de Joaquim Francisco, Cadoca e outros menos votados. Consagrado como gestor, resolve apoiar um dos seus homens fieis, o deputado João da Costa, que chegou à Assembleia Legislativa na sombra do líder. Venceu de novo, derrotando o ex-governador Mendonça Filho e outros concorrentes. Desta vez contudo, quase não deu para comemorar, a criatura mal sentou na cadeira de prefeito se voltou contra o criador.

João da Costa é de Angelim, distante 22 km de Garanhuns. É filho de uma liderança da antiga Arena/PDS derrotada por Samuel Salgado na eleição de 1982. Estudou no Colégio XV de Novembro e foi para a capital fazer faculdade. Começou a militar com João Paulo praticamente desde o início da carreira deste. Foi aliado do vereador, do deputado e do prefeito. Eram amigos de unha e carne. Até no nome tinham tudo a ver: João e João. Quando o Da Costa chega ao poder se descobre realmente quem é ele. O cargo de prefeito mostra sua verdadeira face e ele passa a ser um traidor comum, desses que a gente vê sempre no interior. Pessoas que se mostram servis, leais, amigas, só para atingir um determinado objetivo. Atingido este, adeus a quem deu a mão.

Conheço duas pessoas que conviveram com João da Costa na juventude. Um é um ex-vereador de Angelim que o carregou nos braços quando era um bebê. Ficou tão feliz com a eleição do menino de sua cidade para prefeito que fez uma viagem à capital só para visitá-lo. Chegou lá, se idenficou e não foi nem recebido. O Príncipe, em seu gabinete, mandou dizer que não estava. Outro é um advogado, delegado concursado. Foi colega dele no colégio. Cruzaram numa solenidade. O bacharel todo alegre por rever o colega. Gentilmente lhe dirigiu a palavra mas este, agora prefeito do Recife, não mais reconheceu o jovem dos tempos de estudante.

João Paulo não é santo. Nenhum político é. Tem, contudo, origem modesta e alma de povo. Estudou já depois de adulto, mesmo formado, eleito vereador, deputado e prefeito continuou com o jeito de peão. João da Costa tem origem nas elites conservadoras interioranas. Famílias com sentimento de riqueza por terem muito em cidades em que os outros não têm nada.

João e João são do PT. Eles, no entanto, são de classes diferentes, têm origens e visões de mundo diferentes. A briga dos dois, nos dias atuais, passa pela velha luta de classes. Não é Freud que explica, é o velho Marx. (Na foto o ex e o atual prefeito, quando um João aparentava ser igual ao outro).

2 comentários:

  1. Pense na cachorrada desses dois palermas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  2. Mim lembro muito bem naquele tempo de silvino e bartolomeun é a mesma coisa de hoge desse dois prefeito de recife. Todos 4 calça 40.

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