O escritor Paulo César Araújo, na biografia proibida de Roberto Carlos, revela muitos detalhes da vida do artista e do seu parceiro, Erasmo Carlos.
Um capítulo particularmente interessante do livro, que é muito bom (lamentável que tenha sido censurado), descreve como funciona a parceria, que começou em 1963, quando fizeram juntos o primeiro sucesso, "Parei na Contramão", e durou até a morte de Erasmo, em novembro do ano passado.
Segundo Paulo César, algumas músicas têm letra de Roberto e melodia de Erasmo. Em outras é o contrário.
O cantor de Cachoeiro de Itapemirim, que está com 82 anos, foi influenciado na carreira mais por artistas românticos, como Dolores Duran, Anísio Silva e Silvio Caldas.
As influências do parceiro são mais ligadas ao rock.
Mesmo assim eles se entendiam perfeitamente.
Durante tantos anos de amizade, Roberto e Erasmo só tiveram a relação estremecida uma vez, por volta de 1966.
É que a imprensa escrita, o rádio e a televisão davam a entender que Roberto era o cantor, Erasmo o compositor.
O Tremendão, num programa de TV, deixou o apresentador passar essa ideia, o rei soube e ficou chateado.
Então passou uns tempos mal falando com o amigo. E aí compôs várias músicas sozinho, como os grandes sucessos "Namoradinha de Um Amigo Meu", "Por Isso Corro Demais" e "Como é Grande o Meu Amor Por Você".
Em 1967 voltaram a trabalhar juntos, na música "Eu Sou Terrível", um rock que tocou muito nas rádios na época. E a partir daí fizeram grandes clássicos da música brasileira, como "Cavalgada", "A Distância" e "Detalhes".
Paulo César conta que a melodia da música "Amigo" nasceu da cabeça de Erasmo. Ficou um tempão numa gaveta, sem letra.
Até que Roberto Carlos teve um estalo e resolveu homenagear o "irmão camarada", escrevendo uma letra que fez o grandalhão chorar.
Muitas das canções de Roberto e Erasmo, quando concluídas, deixaram os dois artistas emocionados, foram às lágrimas.
Dentre as músicas que sensibilizaram a dupla estão "Jesus Cristo", "Emoções", "As Baleias" e "Fera Ferida".
Essa informação é dada por Paulo César Araújo no seu livro proibido.

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