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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

CONSIDERAÇÕES SOBRE O BOLSA FAMÍLIA

Caruaru, com pouco mais de 300 mil habitantes, tem 90 mil pessoas recebendo o bolsa família. Tentamos descobrir os números dos beneficiários do programa do governo em Garanhuns, mas ainda não conseguimos. A situação, no entanto, não deve ser muito diferente. O Nordeste é a região do Brasil que tem mais gente recebendo essa ajuda mensal. É natural, pois ainda não somos tão desenvolvidos quanto o Sul e o Sudeste e temos mais população que as cidades do Norte e Centro Oeste.

Muita gente pensa que o bolsa família é uma simples esmola, um atraso para o país. Não é bem assim. Programas de transferência de renda existem em diversos países do mundo, inclusive nos desenvolvidos. No caso do Brasil, o modelo atual começou com os tucanos e foi ampliado pelo ex-presidente Lula. A presidenta Dilma segue a mesma linha e fala muito em “erradicar a miséria”.

Quem recebe R$ 70, R$ 90 ou uma quantia equivalente do governo em Garanhuns, Caetés, Cachoeirinha ou Caruaru normalmente não vive somente com esse dinheiro.

Na maioria dos casos, acredito, é a mulher que recebe o benefício. O homem se vira trabalhando na roça, ou como pedreiro, ajudante de construção, nas feiras, faz todo tipo de bico para se “virar”.

O bolsa família é um complemento importante para as famílias pobres que garante pelo menos os gêneros alimentícios básicos.

Esse dinheiro, que é pouco em termos individuais, termina se constituindo numa enorme bolada quando levamos em conta que atualmente no Brasil mais de 13 milhões de pessoas estão dentro do programa.

Então,  grande parte desses recursos chega no supermercado, na lotérica, na vendinha, na feira livre de Lajedo, Capoeiras ou Angelim, na lojinha de bijuteria, no açougue, no mercado de farinha e por aí vai.

Não é por acaso que hoje existem supermercados do mesmo porte dos da cidade na zona rural de muitas cidades do Agreste Meridional. Muitas pessoas melhoraram de vida graças a uma série de fatores e o bolsa família, movimentando milhões por todas as regiões do país, também dá essa contribuição para as transformações do comércio do interior, chegando até ao homem do campo.

O ideal é no futuro não precisar de bolsa família. Todos deviam ter uma renda digna trabalhando e produzindo. Todos merecem pelo menos a educação básica.

Temos, no entanto, mais de 500 anos de injustiças, políticas equivocadas, investimentos insuficientes em cultura e educação e assumimos o posto de 6ª economia do mundo com problemas gritantes na saúde, na área de segurança pública e na infra-estrutura geral do país.

O bolsa família não vai resolver os nossos problemas. Mas é um paliativo necessário enquanto não chegamos a uma situação de pleno emprego (uma utopia?), com as pessoas tendo maior qualificação e diminuição das desigualdades regionais.

Um cidadão das classes alta ou média pode olhar com desprezo o bolsa família e considerar o programa vergonhoso. A mulher pobre que está inserida no programa, contudo, considera o mesmo uma bênção. Com o curto dinheirinho ela ajuda o marido e tem a satisfação de alimentar os filhos.

A população assistida por esse programa é maior do que a de muitos países. São pessoas de carne e osso que precisam comer, vestir, mandar os filhos para a escola, quase sempre comprar um remédio na farmácia. Estão aqui, pertinho de nós, em Caruaru, São Caetano, Jupi, Neves, São João, Garanhuns...

7 comentários:

  1. roberto UMA ENQUETE POLITICA PRA BOMBAR O BLOG,
    COM 8 NOMES PRA PREFEITO,SE INCLUI 2 NOMES A MAIS QUERO VER O LAJEDO GANHA KKKK DUVIDOOO.SAO ELES
    -GIVALDO CALADO
    -ALVARO FERNANDES
    -IZAIAS REGIS
    -ANTONIO DOURADO
    -ROSA QUIDUTE
    -AURORA CRISTINA
    -SONIA MORENO
    -SIVALDO ALBINO
    -PAULO CAMELO

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  2. Isto é o retrato de um pais de miserave onde uma pessoa(familia), recebe R$ 92,00 por mes, menos de 2 real por dia e o governo para tirar proveito eleitorero diz que tirou esse povo da misera absoluta.

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  3. Enquanto o governo federal tenta tirar os miseraveis da miséria, os gestores públicos querem jogar os funcionários públicos nessa situação, é o casos dos profissionais em saúde do estado de Pernambuco. Dois anos sem se quer repassar os indíces inflacionários, nem os percentuais dados no salario minimo, isso vem acontecendo há dois anos, que essa categoria de trabalhador não tem reajuste salarial. Hoje um presidiário recebe mais que um profissional de saúde diarista. Henrique da Boa Vista - Gus

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  4. cade roberto a enquete faz com esses nomes
    pra ver se lajedo ganha essa? duvidooo faz faz.

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  5. Inversão de valores! os bandidos tomam os nossos pertences nas ruas ou onde quer que estejamos, matam, estupram, o estado não tem capacidade de nos dar segurança, e quando são presos ainda pagamos o bem estar de suas famílias. Estamos bem na foto, por isso faltam recursos para áreas importantes, como saúde, moradia, saneamento básico, segurança, etc. Quitéria - Magano

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  6. é o bolsa eleição do PT... esmola para os pobres e cargos e poderes para os companheiros.

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  7. Parabéns Roberto pela reportagem, é por essas e outras que sou seu fiel seguidor.
    Abraços Alcides
    SÃO Paulo-SP

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