A largada oficial da campanha foi dada neste domingo (16) e nenhum dos dois nomes mais fortes na partida está na vantagem, no momento, segundo a pesquisa do citado instituto.
No final de 2024, quando foi feita a primeira pesquisa relacionada com a eleição deste ano, João, então prefeito do Recife, tinha uma vantagem colossal no confronto com Raquel.
O tempo foi passando e o representante do PSB mantendo a boa vantagem, até que a governadora começou a reagir e chegou a virar o jogo.
Pouco tempo atrás uma pesquisa mostrou Raquel com 49% das intenções de voto, 12 pontos à frente do oposicionista.
Na pesquisa do dia, porém, os dois candidatos têm 43%. Na espontânea 21% e numa simulação de segundo turno 44%. Empate triplo, portanto, ou em todos os cenários.
E agora José? Ou melhor e agora Raquel ou João?
A governadora está no cargo e embora não possa mais usar a máquina, como antes, por conta das restrições do período eleitoral, ninguém pode subestimar seu poder de fogo.
O socialista atualmente é um ex-prefeito, sem a força da caneta e de uma grande estrutura.
Raquel tem mais prefeitos e maior número de deputados ao seu lado.
Tem votos do centro, de setores da esquerda e da direita em peso do estado, inclusive dos bolsonaristas roxos.
João Campos tem a seu favor a energia da juventude, a herança política do pai e do bisavô Arraes e o apoio majoritário da população do Recife, que o elegeu duas vezes prefeito com votações consagradoras, principalmente quando disputou a reeleição.
A partir do próximo dia 28 o oposicionista terá mais uma a seu favor: a propaganda eleitoral do rádio e TV.
Por ter formado uma coligação mais ampla, o candidato do PSB terá mais tempo nos meios de comunicação.
Isso tanto vale para os programas completos, em dois horários, quanto as inserções de 30 segundos ao longo do dia.
João já foi favorito, depois foi a vez de Raquel ter sido apontada como mais forte, porém no momento não dá para nenhum dos dois cantar vitória.
Devemos ter alguns debates, daqui pra frente e normalmente eles (os debates) ajudam muito na definição do voto.
Quem se sair melhor nos confrontos no rádio ou diante das câmeras de televisão pode avançar num jogo que no momento está equilibrado.
São dois políticos que entendem do riscado, ambos cercados por fortes estruturas e com aliados de peso nas chapas majoritárias.
Raquel, juntamente com Priscila, tenta catapultar as candidaturas de Túlio Gadelha e Eduardo da Fonte ao senado.
João, com Marília Arraes e Humberto Costa, nomes mais conhecidos do eleitorado, tenta também capitalizar o voto dos eleitores de Lula, que lidera com folga a disputa em Pernambuco.
A eleição será no dia 4 de outubro. Faltam menos de 50 dias. Que vença o melhor.
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