CRÔNICA - A PAIXÃO PELO FUTEBOL


Maria Amélia, mãe do cantor e compositor Chico Buarque, viveu 100 anos.

Era uma mulher de muita personalidade, mais liberal com os filhos do que com as filhas.

Torcedora do Fluminense, influenciou o filho famoso, que também se tornou tricolor.

Chico é um dos mais ilustres torcedores do Flu em todo o Brasil.

Dona Maria Amélia teve 7 filhos e conseguiu a proeza de evitar que eles se bandeassem para o Flamengo.

Quem se desviou ficou com o Botafogo ou o América,  time que já foi grande e sumiu.

A paixão pelo futebol normalmente começa na infância.

Um garoto (ou garota) vê um time fazendo bonito, ganhando de todos, aplicando goleadas e começa a se tomar de amores por aquela equipe.

As cores também pesam na escolha, mas normalmente, creio, primeiro vem a paixão pelo time mesmo, independente da cor da camisa.

O Flamengo e o Corinthians são paixões nacionais. Não importa se eu ou você não gostamos desses clubes cariocas, eles têm torcedores fanáticos no Rio de Janeiro e em todo o país.

Em Pernambuco, impressiona a torcida do Santa Cruz. O time pode estar na série D do campeonato brasileiro e mesmo assim consegue lotar estádios.

O Sport é outro que tem uma grande torcida. Também, com 46 títulos estaduais no currículo, campeão da Copa do Brasil, Campeonato Nacional, três vezes campeão da Copa do Nordeste, não poderia ser diferente.

Já o Náutico tem uma torcida menor, mas apaixonada. Ninguém abandona o Timbu, o único no Estado a conseguir seis títulos estaduais consecutivos.

Nos anos 60, quando conseguiu essa façanha, tinha uma verdadeira seleção.

Um time que jogava de igual para igual com Palmeiras, Cruzeiro, Atlético mineiro, Vasco ou Santos.

O Peixe, na época de Pelé, perdeu para o Náutico, em São Paulo, por 5 x 3, com três gols do centroavante Bita.

Por isso que o rei do futebol, uma vez, ao ser indagado sobre os melhores times que enfrentou no Brasil disse:

- O Palmeiras de Ademir da Guia, o Cruzeiro de Tostão e o Náutico de Bita.

O alvirrubro nunca mais teve um time tão bom quanto o de Bita, Lala, Salomão e Ivan, mas a paixão ficou.

Bita foi o Pelé, ou o Messi do Náutico, das  antigas tardes de domingo,  de um passado que ficou na memória.

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