A PREVISÃO DO PRIMEIRO OSCAR NACIONAL EM 1999

Cena de Central do Brasil


Uma crônica nossa, divulgada na FM Sete Colinas, em 1999, previa que o Brasil ainda ganharia um Oscar no cinema.

Eis o texto escrito há 27 anos.

O fato do filme "Central do Brasil" não ter conseguido o Oscar de melhor filme estrangeiro não deve ser motivo de tristeza para os brasileiros. 

Participar da competição em Los Angeles é muito diferente de disputar uma Copa do Mundo, uma vez que o cinema é uma forma de arte, enquanto o futebol é mais entretenimento.

O que importa é saber que depois da saída de Collor do poder o cinema nacional renasceu e a cada ano os tupiniquins estão produzindo coisas melhores.

Tivemos "Menino Maluquinho, Carlota Joaquina, O Quatrilho, O Que é Isso Companheiro? e Central do Brasil".

Além desses títulos mais conhecidos, temos dezenas de bons filmes brasileiros circulando, senão em cinemas, pelo menos em locadoras e cineclubes. 

É preciso, agora, mais apoio por parte da sociedade em geral e do grande público em particular.

Existe ainda um certo preconceito contra os filmes brasileiros, como se somente os americanos pudessem fazer coisas boas.

Há, na verdade, um verdadeiro colonialismo cultural, nessa área, patrocinado com o apoio de jornais, revistas e da TV brasileira.

É necessário mudar essa visão de que não podemos fazer bom cinema, devemos valorizar o que é nosso.

Se continuarmos no caminho percorrido por "Central do Brasil", o Oscar para o cinema nacional será só uma questão de tempo.

Em 2025, 26 anos após essa crônica, veio o primeiro Oscar, com "Ainda Estou Aqui".

Este ano, "O Agente Secreto" recebeu quatro indicações ao Oscar, mas não ficou com nenhuma estatueta. Mas o filme do pernambucano Kleber Mendonça Filho venceu o Festival de Cannes e ganhou dois Globos de Ouro.

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