UM REPÓRTER NA CIDADE DAS FLORES - LIVRO LANÇADO HÁ 25 ANOS

Por Roberto Almeida

Vinte e cinco anos atrás foi lançado o livro "Um Repórter na Cidade das Flores", de minha autoria.

Foi um lançamento espetacular, no Sesc Garanhuns, com apoio total da então gerente do Serviço Social do Comércio, Graça Carneiro.

No dia, num final de semana, foram lançados outros livros, de Carlos Janduy, Paulo Gervais, Nivaldo Tenório e de um grupo de jovens que formavam o grupo Sociedade dos Poetas João Cabral de Melo Neto.

Todos que participaram daquela noite memorável ainda hoje se destacam em Garanhuns e em outras cidades, pela produção literária de qualidade.

"Um Repórter na Cidade das Flores" tem uma bela capa, com desenho (pintura) da artista plástica Socorrinho Gueiros.

Ela é esposa de Roberto Gueiros, diretor e proprietário da Gráfica Primeira Mão, nos anos 90 a principal empresa do município em sua área.

A orelha do livro é assinada pelo saudoso Rocir Santiago, um grande talento do rádio de Garanhuns, que infelizmente nos deixou muito cedo.

Professor, poeta, jornalista dos bons, Carlos Janduy também escreveu um texto para a orelha.

O livro foi bem recebido na cidade tendo tido o reconhecimento de personalidades como a professora e escritora Luzinette Laporte e o escritor Raimundo Carrero.

"Um Repórter..." reúne reportagens publicadas em sua maioria no Jornal do Commercio, do Recife, que era o principal veículo de comunicação de Pernambuco até o final dos anos 90.

Praticamente todos os textos são relacionados com Garanhuns, retratando como era a cidade pouco mais de 30 anos atrás.

Uma das reportagens aborda a falta de lazer na cidade, tendo sido entrevistados moradores da Suíça Pernambucana, como o professor Carlos Catão, a contadora Mirelle Fonseca (atualmente em Lajedo), então estudante, o fotógrafo Fernando Henrique e o produtor de eventos Alberto Cândido, o Betinho.

Todos reclamam de uma Garanhuns provinciana demais, que não tinha um único cinema e como opções de lazer só havia restaurantes, sorveteria e locadora de vídeo.

Isso mudou bastante nos últimos anos.

O Polo Heliópolis deu uma nova dinâmica à cidade, com o surgimento de muitos estabelecimentos na área e a instalação do Cine Eldorado, que já ultrapassou as duas décadas de funcionamento.

Garanhuns praticamente não tinha vida noturna até o final da década de 90, mas nos dias atuais as noites são bastante movimentadas no bairro de Heliópolis, principalmente nos finais de semana.

De lá para cá, o Festival de Inverno só cresceu e surgiram novos eventos de grande porte, como o Viva Garanhuns e o Encantos do Natal.

Num dos textos do livro "Um Repórter na Cidade das Flores", é dada a informação que Garanhuns está perto de 120 mil habitantes.

A estimativa atual do IBGE é que o município já passou dos 150 mil moradores.

Da época do livro pra cá a cidade ganhou universidade, cursos de medicina, de direito, engenharia, arquitetura, odontologia, agronomia, veterinária, zootecnia e psicologia, dentre outros.

Cresceu sem explodir, sem inchar, o que é saudável.

Mas "Um Repórter na Cidade das Flores", que pode ser encontrado na biblioteca pública municipal (a não ser que o exemplar que tinha lá tenha sumido) pode ser utilizado como fonte de consulta.

E não só sobre Garanhuns, porque o volume também "viaja" para cidades próximas, como São Bento do Una, Capoeiras, Lajedo.

No jornalismo impresso, no rádio e hoje na mídia digital, o Agreste Meridional é meu chão, com atenção especial para Garanhuns, por tudo que a cidade representa na região, em Pernambuco e no Brasil.

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