QUANDO TER UMA MÚSICA GRAVADA POR ROBERTO ERA COMO GANHAR NA LOTERIA

Ter uma música gravada por Roberto Carlos, nas décadas de 60 e 70, principalmente, era como ganhar um prêmio de loteria.

Por isso compositores como Luiz Ayrão (Nossa Canção), Demétrius (Preciso Lhe Encontrar) Getúlio Côrtes (Negro Gato), Rossine Pinto (Só Vou Gostar de Quem Gosta de Mim), Antônio Marcos (Como Vai Você), Martinha (Eu Daria Minha Vida),  Helena dos Santos (Na Lua Não Há),  Edson Ribeiro (Aquele Beijo Que te Dei)  e Renato Barros (Você Não Serve Pra Mim), estavam sempre tentando emplacar uma música no disco do rei.

Quase todos esses citados acima (e outros) compraram casa, carro, sítios e outros bens com os direitos autorais de uma única música incluída num álbum de Roberto.

O escritor Paulo César Araújo registra em um dos seus livros que os compositores gravados pelo artista no início da carreira eram pretos e pobres.

A partir dos anos 70 isso foi mudando um pouco. Quando passou de roqueiro para romântico, o cantor ficou mais exigente, optando por canções mais elaboradas, de autores "mais intelectualizados". 

Os maiores hits de Roberto Carlos foram composições suas, muitas em parceria com Erasmo, mas ele também emplacou grandes sucessos que nasceram da cabeça de Isolda, Tim Maia e Carlos Colla, além dos já citados Luiz Ayrão, Renato Barros e Martinha.

Roberto Carlos é um capítulo à parte na história da música popular brasileira. É praticamente uma instituição, como reconhece Caetano Veloso.

No próximo dia 19 o rei completa 85 anos. Está velho, provavelmente cansado, mas ainda não perdeu a majestade. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário