CRÔNICA DE UMA SOCIEDADE VIOLENTA


O título poderia ser um "estado violento", numa referência explícita a São Paulo.

Mas fica sociedade mesmo, uma vez que o problema não se restringe ao principal estado brasileiro.

A violência no Brasil é como uma pandemia. Está espalhada por todos os lugares, não importa mais se a cidade é grande, média ou pequena.

Mas São Paulo consegue se destacar, no cenário nacional, talvez porque os governantes de lá - o prefeito da capital e o gestor estadual - são coniventes com a violência da Guarda Municipal e da Polícia Militar.

Somente nos últimos dias agentes da Guarda Metropolitana de São Paulo e da PM estadual foram responsáveis duas por mortes estúpidas, que poderiam ter sido evitadas.

Um funcionário da Guarda matou um trabalhador de aplicativo.

Uma policial militar, de 21 anos, atirou contra uma mulher desarmada, no bairro de Cidade Tiradentes, tirando a vida de uma mãe de cinco filhos.

Um ou dois dias depois 8 policiais militares abordaram uma mulher negra com selvageria, jogando a mulher no camburão,  na frente da filha de 7 anos.

O crime da trabalhadora: tinha ido à Avenida Paulista cobrar por um serviço de diarista, realizado durante três dias, que não foi pago.

Infeliz caloteiro, que não somente se recusou a efetuar o pagamento devido, como ainda chamou a polícia.

Os homens de farda estão a serviço dos ricos, brancos e fortes. Pobres e negros,  em São Paulo ou qualquer outro estado do país, estão sujeitos a abordagens violentas, quando não levam um tiro.

É uma polícia bandida, covarde, não se pode definir de outra forma.

São valentes quando enfrentam os fracos e se acovardam quando o oponente é endinheirado ou tem poder.

Essa situação que vive o estado de São Paulo,  e outros entes da Federação,  poderia mudar se a população pobre se rebelasse através do voto e tirasse os atuais governantes dos seus cargos.

Infelizmente parte expressiva da massa apoia as políticas de extermínio, como se a violência e o assassinato das pessoas da periferia resolvessem alguma coisa.

No Rio de Janeiro, que faz fronteira com São Paulo, a polícia do ex-governador Cláudia Castro promoveu a maior chacina do país e recebeu aplausos.

Os bandidos realmente perigosos, os engravatados corruptos, políticos a serviço das elites e homens de farda estão aí à solta, cometem crimes praticamente todos os dias e muitas vezes recebem medalhas pelo trabalho sujo.

Tudo isso é revoltante, num mundo que ficou pequeno porque toda essa miséria hoje explode na nossa cara, na televisão, na telinha do celular.

Isso pode mudar sim. A situação pode ser revertida.

Mas num mundo dominado por trogloditas, pensado nas redes antissociais, as pesquisas não nos deixam muito animados.

No Brasil, pelo menos, a população está divida entre um projeto voltado para o povo e outro que serve a interesses escusos, a minorias, à continuação da barbárie.

Pobre São Paulo. Pobre Brasil. 

Um comentário:

  1. PAULO CAMELO: Ainda bem que nós elegemos o presidente Lula e a PF está com autonomia para investigar. Senão a situação estava bem pior. O governo do Presidente Bozo estimulou a ruindade das pessoas, a aquisição de armas e a instalação dos CAC's (Caçadores, Atiradores, Colecionadores). Além do mais parcela considerável dos policiais começaram a colocarem as "unhas de fora", reprimindo desproporcionalmente a população, especialmente os negros e os pobres. Basta lhes informar que a maioria dos feminicídios são causados pelos adeptos do: "Deis, Pátria e Família". Além, é claro, da própria sociedade burguesa, a qual estimula o ódio e as guerras. Ok, Moçada!

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