Gaúcha de Porto Alegre, Elis até hoje não foi superada por nenhuma cantora brasileira como intérprete.
No primeiro disco, "Viva a Brotolândia", de 1961, lançado quando tinha 17 anos, a artista já demonstrava o talento que iria lhe consagrar nos anos seguinte.
A carreira musical da gaúcha tomou impulso a partir de 1965, quando venceu o festival da TV Excelsior, interpretando "Arrastão", uma composição de Vinicius de Moraes e Edu Lobo.
Após a fama conquistada pela sua participação no festival, foi convidada para apresentar o programa o Fino da Bossa, na TV Record, dividindo palco com Jair Rodrigues.
Na década de 70 a carreira de Elis só cresceu.
Lançou um álbum em parceria com Tom Jobim e gravou compositores como João Bosco e Aldir Blanc, Vítor Martins, Ivan Lins, Renato Teixeira e Belchior.
A interpretação da cantora porto-alegrense da música "Como Nossos Pais", do compositor cearense, entrou para a história, chegando até as novas gerações.
Elis Regina tinha um temperamento forte, daí o apelido de Pimentinha.
Se declarava abertamente contra a ditadura e teve problemas com o regime militar.
A morte da cantora, no dia 19 de janeiro de 1982, abalou o país.
Tinha apenas 36 anos e teve uma parada cardíaca, após beber uma mistura de cocaína com álcool.
Seu corpo foi velado no Teatro Bandeirantes, em São Paulo. O sepultamento, no Cemitério do Morumbi, foi acompanhado por 15 mil pessoas.
Elis Regina recebeu inúmeras homenagens nos anos seguintes à sua morte.
Em Porto Alegre, São Paulo, no Rio de Janeiro e até em Portugal.
Foi homenageada pela escola de samba Vai-Vai, com um musical no teatro e no cinema, com um filme que leva seu nome.
A atriz Andreia Horta interpreta a Pimentinha na tela grande.
Elis Regina deixou três filhos: João Marcello Bôscoli, do relacionamento com Ronaldo Bôscoli e os cantores Pedro Mariano e Maria Rita, do casamento com o pianista César Camargo Maria.

Gosto não se discute,na minha opinião temos melhores.
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