Há uma tentativa de estadualizar a eleição, por parte dos pré-candidatos Raquel Lyra (PSDB) e Miguel Coelho (União Brasil).
Mas a tendência do pleito é ser nacionalizado, por conta da disputa pela presidência da República.
Assim, à medida que os palanques vão sendo montados no Brasil e em Pernambuco, a tendência nos municípios é casar a eleição primeiro no plano nacional e depois no estadual.
Todas as pesquisas realizadas até o momento apontam para uma polarização entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL) na eleição deste ano.
Os candidatos da chamada terceira via - Ciro, Moro, Dória e outros menos votados - são até agora um fiasco completo.
É natural, portanto, que os pré-candidatos ao governo e também os deputados procurem se aliar ao petista ou ao líder da extrema direita, que estão bem à frente nas pesquisas eleitorais.
PERNAMBUCO - Aqui no estado, PSB e PT estarão juntos, em torno de Danilo Cabral e Lula. A maioria dos prefeitos, deputados, vereadores e partidos políticos estão neste palanque.
Anderson Ferreira (PL), que dará palanque ao presidente da República em Pernambuco, tende a crescer nas próximas pesquisas e pode brigar pelo segundo turno na disputa estadual.
Raquel, vinculada à candidatura de João Dória (PSDB), que tem números insignificantes nas pesquisas, pode ter abalada sua liderança, mais na frente, podendo ser ultrapassada por Anderson ou Danilo, que estarão em palanques mais fortes, aliados aos dois nomes que polarizam a disputa presidencial.
Miguel Coelho foi aliado do presidente, hoje está fora do barco de Bolsonaro e ficará numa situação difícil, em termos de palanque. Além do mais, é um pré-candidato forte no Sertão, mas com enormes dificuldades de penetrar na Região Metropolitana, na Mata e Agreste.
GARANHUNS - No município o prefeito Sivaldo Albino e seus prováveis candidatos a deputado - Cayo e Felipe Carreras - estarão com Lula e Danilo Cabral. Teoricamente, os dois proporcionais do socialista serão favorecidos por estar no palanque do ex-presidente, líder disparado das pesquisas em Pernambuco.
Izaías Régis, que fará campanha correndo o risco de ter de lutar na justiça contra um provável pedido de impugnação (por ter contas rejeitadas pela Câmara) está com Raquel Lyra e por tabela terá de apoiar João Dória. Enfrentará a máquina da prefeitura, do Governo do Estado e ainda terá problemas por estar num palanque fraco, pelo menos nacionalmente.
O deputado federal Fernando Rodolfo, que resolveu permanecer no PL, terá que defender em Garanhuns, sua terra, o nome de Jair Bolsonaro para presidente. Como Lula deve ter ampla maioria no município, isso poderá lhe tirar fatias importantes dos eleitores da cidade.
Zaqueu Lins, pré-candidato a estadual, fará dobradinha com Rodolfo e também não poderá evitar sua vinculação ao palanque de Bolsonaro, mesmo tendo revelado o mês passado sua simpatia pela candidatura de Lula.
Não tenham dúvidas de que a partir das convenções partidárias, no meio do ano, com as campanhas nas ruas, o interesse dos eleitores pela política vai crescer, muitos vão sair da inércia e se posicionar, cada um escolhendo de acordo com a sua consciência quem deve ser o próximo presidente, governador, senador, deputado estadual e federal.
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