Moise Mugenyi, nasceu no Congo, país africano e estava no Brasil desde 2011.
No final de fevereiro passado, resolveu cobrar do gerente de um quiosque onde trabalhava, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o equivalente a dois dias de trabalho.
O salário estava atrasado. Ao cobrar o que lhe era devido, Moise foi espancado por cinco homens, com paus e um taco de beisebol, durante 15 minutos. Bateram até matar o pobre homem.
O crime do congolês? Ser negro, ter poucos recursos e ousar cobrar pelo seu trabalho. Casos como este se repetem no Brasil e a impunidade incentiva a barbárie.
Embora o racismo no país seja negado ou minimizado está presente de uma forte muito forte.
Em 2020 houve uma morte semelhante num supermercado da rede Carrefour, em Porto Alegre.
João Alberto, negro, foi agredido por seguranças da loja e perdeu a vida. Até um PM se envolveu no crime.
Os homicídios no Brasil, em todas as grandes cidades, atingem principalmente as pessoas de cor.
Nas cadeias, a população carcerária tem maioria de negros.
Todos os dados comprovam que existe racismo no Brasil. E isso faz com que os negros tenham os piores empregos, tenham mais dificuldade para conseguir trabalho e sejam as vítimas preferenciais de empregadores, seguranças e policiais.
O país está doente, e já faz tempo.
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