Apesar de aparecer bem nas pesquisas de opinião pública, como pré-candidata ao Governo de Pernambuco, a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), não terá uma decisão fácil a tomar para seguir em frente com o projeto político de participar da disputa estadual.
Primeiro, ela teria de se afastar da prefeitura, abrindo mão de mais de dois anos de mandato. Depois tem uma oposição dividida e o seu partido não conta com quadros fortes para a disputa proporcional.
O PSDB, além disso, tem como pré-candidato a presidente um nome que até agora não deu sinais de viabilidade. O governador de São Paulo, João Dória, tem índices inexpressivos nas pesquisas.
Uma candidata a governadora atrelada a um projeto nacional desses pode ser puxada pra baixo.
Quem for candidato da oposição tem de se preocupar ainda com a máquina do PSB, que anunciará o seu candidato no final do mês.
O Partido Socialista tem em mãos o Governo do Estado, a Prefeitura do Recife, e a maioria das prefeituras de Pernambuco, incluindo Garanhuns.
É um verdadeiro exército de prefeitos, deputados e vereadores apoiando o candidato governista, o que pesou muito nas últimas eleições estaduais.
Deputado Wolney Queiroz, do PDT, esta semana disse que se Raquel tiver bom senso termina seu mandato de prefeita em Caruaru.
O parlamentar pode estar com a razão. A tucana, caso dispute o governo e sofra um revés, perderá também a prefeitura de Caruaru e ficará com o futuro político incerto.
Logicamente se resolver arriscar tudo e vencer acabará com a hegemonia do PSB e se tornará a grande liderança política em Pernambuco.
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