A SUCURSAL DO INFERNO


Por Roberto Almeida

Falta pouco para a gasolina chegar a seis reais o litro em Garanhuns. O óleo, o arroz e o feijão não baixaram mais. O primeiro e o terceiro em torno de nove reais e o segundo na faixa de cinco reais.

O quilo de carne? Já encosta nos R$ 40,00.

Botijão de gás não demora chega a 100.

Luz e água subiram muito. Numa casa com chuveiro elétrico (e o frio desta época do ano torna o equipamento indispensável), geladeira, TV, de seis a oito lâmpadas,  a conta da Celpe chega fácil a 200 reais.

Os dois juntos, água e luz, numa residência de classe média baixa, podem totalizar R$ 300,00.

Quem tem uma renda,  com sacrifício consegue dar conta desses gastos.

Os desempregados ou subempregados estão na miséria ou caminhando para lá.

Isso sem falar na saúde, no preço de uma consulta médica ou dos remédios, no medo do coronavírus.

O Brasil virou uma espécie de sucursal do inferno. As queimadas se alastrando em algumas regiões e os ministros deixando a boiada passar.

Acredito que está difícil em todo lugar, esse vírus tornou a vida um pesadelo em qualquer canto. Me parece, porém, que em nosso país a situação está pior, pois o governo foi substituído por uma seita e todos que apontarem os erros serão tidos como comunistas, até o Tite.

“Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”?

O marketing faz tudo. Até um povo se autodestruir. 

*Foto: IstoÉ Independente

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