PAOLLA OLIVEIRA - UMA PROFESSORA MUITO MALUQUINHA


Paolla Oliveira já viveu papéis de destaque no teatro, no cinema e na televisão.


Uma das cenas mais impactantes de um artista nacional na telinha foi quando Paolla, interpretando Danny Bond, caminhou para a sacada do apartamento e exibiu coxas, pernas e bum bum perfeito para milhões de brasileiros.


Menos conhecido, porém não menos importante trabalho na vida da atriz foi a personagem Catarina, a Cat, a “professora maluquinha” do filme, baseado em um livro de Ziraldo.


O longa, que já tem 10 anos, pode ser visto tanto na Globoplay quanto na Netflix. E vale a pena.


Porque vivemos inundados de produções estrangeiras e quando temos oportunidade de ver o Brasil na TV ou no cinema quase sempre é prazeroso.


“Uma Professora Muito Maluquinha” é um filme de muita pureza, inocência, talvez até  ingenuidade,  nesses tempos ásperos que vivemos.


Retrata a vida de uma professorinha do interior, de métodos inovadores, adorada pelos alunos e invejada pelos colegas do corpo docente e a própria diretora da escola.


Uma crítica do cartunista e escritor Ziraldo Alves Pinto ao ensino tradicional, transportada para o cinema.


Por sinal o filme é codirigido por César Rodrigues e André Alves Pinto, este último sobrinho de Ziraldo, que também trabalhou no roteiro da obra cinematográfica.


“Uma Professora Muito Maluquinha” tem fotografia bonita, com locações realizadas na cidade histórica de São João Del Rey, em Minas Gerais.


A temática lembra, guardadas as devidas proporções, dois clássicos do cinema que discursam sobre educação: “O Sorriso de Mona Lisa”, com Júlia Roberts e “Sociedade dos Poetas Mortos”, um dos melhores trabalhos do inesquecível Robin  Williams.


Leve, divertido, alegre, o filme em cima da obra de Ziraldo exala brasilidade, brejeirice, um frescor a que não estamos acostumados ou nos desacostumamos. 


Além do show de Paolla de Oliveira, no auge da beleza, ainda temos uma preciosidade no filme: Chico Anísio, no seu último papel para o cinema, interpretando um religioso.


Chico era melhor interpretando ele mesmo ou os inúmeros personagens que criou. Mas agora, que já não está mais entre nós, quem vai cobrar que o artista seja um bom ator? Ele foi gênio do humor e sua participação neste filme só enriquece a obra, a criação de Ziraldo e o esforço dos diretores do longa para fazer jus ao livro.


Ótimo programa para o final de semana. Tanto faz ver numa plataforma como em outra, o resultado final será o mesmo.  

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