GARANHUNS TEM SEIS CANDIDATOS E O DEBATE É SE HÁ MUDANÇA OU FICA TUDO COMO ESTÁ


Garanhuns tem seis candidatos à prefeitura: Paulo Camelo (PCB), Valter Couto (Rede), João Lins (PRTB), Zaqueu Lins (PP), Silvino Duarte (PTB) e Sivaldo Albino (PSB).

Dos seis, apenas dois tem uma linha ideológica clara: Paulo Camelo, à esquerda, defende as mesmas ideias de sempre, lutando contra as classes dominantes, a burguesia e o que chama de Legião Estrangeira,  que dá as cartas no município há mais de 50 anos.

À direita, o delegado João Lins é uma novidade na política de Garanhuns. Entrou no processo um pouco tarde, não tem tanta história na cidade, mas já pontuou com 4,5% das intenções de voto na primeira pesquisa de opinião pública em que seu nome foi incluído. Deve crescer mais, impulsionado pelo sentimento dos que aprovam o governo de Jair Bolsonaro.

Valter Couto passou por outros partidos, chegou a ser tido como bolsonarista, até se filiar à Rede, partido mais próximo do bloco de esquerda no Congresso Nacional e que faz oposição ao atual presidente da República.

Candidato do PP, Zaqueu Lins é vereador há 20 anos e sempre foi governo. Esteve com todos os prefeitos do município desde que chegou à Câmara. Agora, tendo como principal adversário um nome apoiado por Izaías, tenta descolar sua imagem da gestão, acenando com uma proposta de mudanças. Tanto ele quanto o vice, Audálio Ramos, apoiaram a atual administração nos dois mandatos e agora precisam mostrar para o povo que são oposição e que com eles a cidade irá melhorar.

Silvino Duarte (PTB), natural da Paraíba, chegou em Garanhuns jovem, como médico e tomou gosto pela cidade. Entrou na política como vereador, foi vice-prefeito de José Inácio Rodrigues, se elegeu prefeito em 1996 pelo PSB, com apoio total de Bartolomeu Quidute e Miguel Arraes, os governantes do estado e do município na época.

Petebista defende a continuidade. Ele e Izaías juntos são muito forte, pois os dois governaram Garanhuns 16 anos e fizeram muita coisa na cidade. Silvino acha que está tudo bem e pode melhorar ainda mais. Se vencer este ano e se reeleger irá totalizar 16 anos no poder sozinho, 24 somado com Izaías Régis.

Sivaldo Albino (PSB) e seu vice, Pedro Veloso (PT), nasceram em Garanhuns. O socialista sempre teve um perfil de político de centro, mas desde que se filiou ao partido atual, pelas mãos do ex-governador Eduardo Campos, vem se descolando dos setores mais à direita e encampando as ideias do campo progressista.

A aliança com o PT empurra Sivaldo mais para a esquerda, embora ele tenha bom relacionamento com correntes de todo o espectro político e ligações com o empresariado. Só apoiou Izaías na eleição de 2012, tendo se tornado oposição ao gestor no mesmo ano. Assim, é o que assume mais abertamente o discurso de renovação, a começar pelo slogan adotado em sua convenção: “Coragem pra Mudar Garanhuns”.

São seis opções e cada candidato representa grupos e projetos diferentes. Cabe ao eleitor decidir se vai haver mudança ou fica tudo como está. 


4 comentários:

  1. PAULO CAMELO: É só identificar a trajetória política-ideológica de cada hum, bem como seus apoios, que teremos uma noção mais precisa de quem é quem na política local. Lembrando que Silvino é do PTB, o qual faz parte do Centrão, grupamento de partidos políticos de Direita, os quais, no Congresso Nacional, dão sustentação a Bolsonaro. Não será difícil perceber que a maioria são de Direita.

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  2. A mudança de fato,como melhor opção na minha concepção é Valter Couto e explico;Gestor de sucesso, pois por mais de duas décadas, gerenciou, modernizou,implantou um modelo de gestão organizada reconhecida em todo estado e fora dele, de vida ilibada e não viciada na política do toma lá dá cá. O resto é o mais do mesmo.

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  3. Garanhuns vem há mais de 30 anos estagnada, perdendo seu protagonismo e sua importância política, social e econômica no estado. Garanhuns é hoje uma cidade que vive de aposentados, servidores públicos e bolsa família. Silvino perdeu a grande oportunidade de mudar isso quando teve governo fo estado ao seu lado e Lula, filho da terra, como presidente.
    É hora de ver e analisar as propostas e o candidato da Rede, Valter Couto, traz as condições de reverter este estafo caótica que vive Garanhuns.

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  4. Então se formos pelo lado do sofisma, poderíamos dizer que as candidaturas aliadas à esquerda são partidárias da roubalheira atribuída ao PT?
    Penso que não se pode alinhar automaticamente qualquer candidatura local ao que acontece em nível nacional. Afinal, o cidadão vive no munícipio e cada um tem uma realidade distinta.

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