Por Givaldo Calado de Freitas*
Tenho falado muito
com amigos empresários da cidade e de outras cidades sobre a situação dos
negócios nesses tempos de pandemia, hoje, assunto recorrente todo dia, o dia
todo.
As empresas
fechadas já há esses meses todos desses tempos de pandemia. Elas sem receberem
seus “A Receber” para saldarem seus “A Pagar”; e sem novos ativos por estarem
cerradas suas portas, quadro que se agrava mais, na medida que o tempo passa.
Se já pontuávamos
milhões ao desemprego, a tendência é que esse quadro se agrave mais e mais, na
medida em que o tempo passa sem que a pandemia cesse. Vá embora.
Os indicadores
econômicos não param de diminuir, e são claros ao apontarem que medidas para
salvar essas empresas são urgentes, sobretudo as mais vulneráveis, sendo elas
geradoras de grande número, senão maior número, de empregos no país. E, aqui,
aos micros, médios e pequenos negócios.
Fica, aqui, a
pergunta: Por que tanta morosidade? Por que tanta burocracia? Quando estamos
falando de emergência. De situação de perigo para tantos e tantos milhões de
brasileiros que vivem de seus micros, médios ou pequenos negócios. E que
engordam a economia deste país.
Os vetos
presidenciais às medidas aprovadas pelo Congresso são de fazer chorar. Tamanha
sua pequenez e dilucides, incabível mesmo em tempos normais, imagine em tempos de
pandemia. Que o diabo os entenda, se a ele couber, porque nós mortais, e filhos
do Senhor não vamos entender nunca.
E o governo faz
esse absurdo contra quem produz neste país, deixando-nos lembrar de uma crônica
de Machado de Assis, no longínquo 23 de dezembro de 1894 em que dizia que
“(...) há coisas que, não se entendendo logo, nunca mais se entendem.”
É o que parece
ocorrer agora, passados já tantos dias, semanas, meses.
Mas, deixa pra lá.
Ficando, aqui, meu registro. O governo não estaria dando nada à essas empresas.
Ela estaria a emprestar valores limitados, a juros menos cruéis, com recursos do Fundo Garantidor de Operações, fundo que
preexiste à pandemia, desde 2009.
*Advogado, empresário e cronista. Givaldo Calado foi vereador e Secretário de Cultura em Garanhuns.


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