domingo, 20 de outubro de 2019

ESCREVER E FAZER AMOR


Uns nasceram para ser médicos, outros com a vocação de advogar, planejar prédios,  como engenheiros ou arquitetos.  Outros, sem precisar de curso superior,  são geniais na rima e na métrica, caso dos repentistas e poetas populares.

Há pedreiros, padeiros, eletricistas, mecânicos de automóveis, enfermeiras, exímias costureiras e cozinheiras, mulheres que superam os homens como pediatras, ginecologistas ou psicólogas.

Outros têm o dom de escrever, como Jorge Amado, que fazia da prosa poesia, quando narrava os fatos da sua Bahia, cantava o mar, inventava mulheres tão bonitas e fogosas que pareciam de verdade. Essas, que não são santas ou hipócritas, são as melhores.

Escrever é bom. Só não supera o ato de fazer amor, a melhor coisa do mundo, segundo disse uma vez Roberto Carlos, que nasceu para cantar. Este foi o seu dom.


“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”, defendeu Renato Russo, numa de suas mais belas canções, intitulada “Pais e Filhos”.


Nasceu para compor, só ou em parceria com outros poetas inspirados.

Quem faz amor traz filhos ao mundo e através deles se eterniza

Escrever também é uma maneira de ficar, de nunca morrer.

Caso de Jorge, já citado, de Machado, que se foi há muito mais tempo e os dois estão aí, bem vivos na sua literatura de personagens tão bem construídos que parecem de carne e osso: Quincas Borba, Capitu, Gabriela, Tieta...

Neste espaço tratamos mais de política,  que é de mais gosto dos leitores. 

Aristóteles sabia das coisas e por isso definiu o homem como “um animal político”.

A política está presente em tudo, assim como o amor. E talvez por isso cabe escrever, escrever, escrever. E diversificar os assuntos, para que o ato de escrever se torne tão prazeroso como fazer amor.

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