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sábado, 23 de março de 2019

LIÇÕES POLÍTICAS E DE VIDA DE UMA ESCRITORA CHILENA

ISABEL ALLENDE

Isabel Allende, escritora chilena, sobrinha do ex-presidente do país, Salvador Allende, é uma mulher admirável, por seus livros, pelas ideias e atitudes.

“Casa dos Espíritos”, primeira obra prima literária da autora,  foi adaptada para o cinema com a participação de uma constelação de artistas do primeiro time de Hollywood.

Antônio Bandeiras, Meryl Streep, Jeremy Irons, Glen Glose, Vanessa Redgrave e Winona Ryder, estão no elenco da adaptação cinematográfica de um livro tão bom quanto “Cem Anos de Solidão”, do colombiano Garcia Márquez.

Um livro tocante de Isabel é “Paula”, em que ela escreve sobre a doença da filha querida, vítima de uma doença neurológica que a deixa em coma, levando uma vida vegetativa por um longo período.

Sofre a escritora, os familiares todos e nós leitores, ao acompanharmos um texto impecável, sobre a dor e o sofrimento, sem que a narradora deixe de observar comportamentos, de retratar os tipos da família e falar do Chile, que viveu muitos anos uma verdadeira democracia, foi considerado uma espécie de Suíça da América do Sul, colocou no poder pelo voto um socialista e em 1973 sofreu um golpe brutal, apoiado pelos Estados Unidos.

General Augusto Pinochet, um medíocre que chegou a fazer parte do Governo de Allende, instalou um regime de terror sem precedentes no Chile, torturando, matando, sufocando as liberdades e levando o simpático país latino americano a um retrocesso terrível.

Ao ler no livro “Paula” os trechos em que ela narra os movimentos de sabotagem à gestão de Allende, os movimentos de rua provocado pela direita raivosa, o comportamento das elites e da imprensa, é impossível não fazer comparação com o Brasil de Dilma Rousseff, a presidenta que não teve direito de concluir seu segundo mandato.

A direita age de maneira semelhante no Chile, Argentina, Brasil, Estados Unidos, Alemanha ou qualquer outro país.

Os métodos são os mesmos: as mentiras, as pressões, o boicote à economia, a crítica unilateral ao socialismo e ao marxismo, a defesa da família e propriedade, além do uso oportunista da religião.

Esquerda já teve seus bons momentos na Europa e América Latina, mas a direita, associada ao capital, governou maior parte do tempo o Brasil, a Argentina, o Chile e países europeus.

Isabel Allende vai além da política porque é uma excelente escritora, hábil no uso das palavras e arguta ao descrever situações.

Infelizmente, os idiotas que se acham só porque navegam na internet, nunca irão saborear um texto de Isabel Allende, de Garcia Márquez, Pablo Neruda, Eduardo Galeano, Jorge Luís Borges ou Jorge Amado.

No momento, a mediocridade reina, com a conquista de corações e mentes pelo WhatApp e frases de efeito a partir do patriotismo oco e doses homeopáticas do “ópio do povo”.

Deus acima de todos? Saravá!

Meryl Streep e Jeremy Irons em "Casa dos Espíritos"

Um comentário:

  1. Um filme com elenco estrelar, ou seja de primeira grandeza. desempenhos comoventes e temática interessante sobre a história recente do Chile. Um filme que, quem já viu vale a pena ver de novo!!!

    O ponto negativo do filme ou o pecado cometido pelo bom diretor, traduz-se em um total desrespeito ao Chile, pois não teve nenhuma filmagem neste local, que é onde ocorre todo o enredo do livro. Outra coisa: a arquitetura, vestuário e boa parte do cenário não tem nada a ver com um país da América do Sul.


    P.S.: - Até hoje não entendi o porquê do título do livro ou do filme. Porém, isso não tira os méritos dos dois...

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