Assembleia Legislativa

Assembleia Legislativa
Assembleia Legislativa

terça-feira, 31 de julho de 2018

SECRETÁRIO DE PAULO CÂMARA RESPONDE A IZAÍAS


Depois de ter responsabilizado o governador Paulo Câmara por fatos desagradáveis que aconteceram durante o evento, o prefeito Izaías Régis foi chamado diretamente pelo Secretário de Cultura do Estado, Marcelino Granja, de “irresponsável”.

Segundo Marcelino, o prefeito da cidade espalhou uma campanha de ódio, preconceitos e intolerância nas redes sociais, fazendo proselitismo político de oposição ao Governo Estadual. “Como falou também numa entrevista de rádio, nesta segunda, quando deixou cair a máscara ao falar abertamente de eleição”, salientou o Secretário de Cultura.

Em nome da Fundarpe e da Secretaria, Marcelino Granja pediu desculpas aos cristãos e a todos que se sentiram ofendidos "pelas atitudes isoladas de alguns artistas".

- O que prevaleceu no FIG foram as mais de 500 apresentações, que fizeram do Festival um grande espaço de confraternização, transcorrido em paz, tranquilidade e segurança, com as ruas, praças, parques, restaurantes, hotéis, teatros, Catedral, Circo, pavilhões e polos de apresentações artísticas lotados durante 10 dias - pontuou Marcelino Granja.

REPERCUSSÃO FORA DO PAÍS - Como se não bastasse a repercussão estadual dos fatos acontecidos em Garanhuns, durante o último FIG, a polêmica terminou chegando à Escócia, país do Reino Unido que faz fronteira com a Inglaterra.

A escritora Jo Clifford, autora do texto o “Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, adaptado no Brasil e encenado como espetáculo teatral, no último FIG, depois de muita polêmica, críticas e disputa judicial, atacou os que censuraram a peça e se solidarizou com a atriz Renata Carvalho.

Numa mensagem enviada aos artistas pernambucanos, a escritora escocesa revelou estar feliz porque os que integram a companhia de teatro da capital escaparam em segurança, do clima que se instalou em Garanhuns, com a apresentação da peça.

Jo Clifford se disse satisfeita pela adaptação brasileira do seu texto, mas confessou também ter ficado com raiva pelo modo como os artistas de teatro foram tratados em Garanhuns. “A maneira como elas foram tratadas por este festival e esta cidade é uma desgraça total”, esbravejou a escritora.

Ela questionou como é que um festival com o slogan “Um Viva à Liberdade”, convida um artistas para integrar a grade de programação e no último minuto retira o convite abruptamente, porque supostamente a peça a ser encenada oferende a igreja cristã. “É assim que se celebra a liberdade no Brasil”?, questionou

Na mensagem da escritora escocesa, ela criticou o uso da força policial para impedir a exibição do espetáculo teatral, acusou o prefeito do município de transmitir e celebrar ódio e preconceito, criticou juízes, que a seu ver não respeitam nem a Constituição do país e disse que as autoridades locais cobriram a cidade de “ignomínia e vergonha”.

Clifford não poupou nem mesmo os líderes religiosos católicos e evangélicos, que a seu ver distorcem os ensinamentos de Jesus. “Vocês se intitulam seguidores de Cristo, mas vocês são os piores inimigos dele”, acusou.


A escocesa agradeceu aos artistas e o público de Garanhuns que levantaram fundos para permitir que a peça fosse apresentada, apesar da censura. “Obrigada por assistir às duas performances. Obrigada por ficar até o final da segunda apresentação e dar a essas corajosas artistas de teatro as boas-vindas, o apoio e a proteção que o festival tão vergonhosamente não conseguiu dar a elas. Vocês representam o melhor da sua cidade”, comentou.
*A escritora Jo Clifford. Sua peça já causou polêmica,
 anos atrás,  também na Escócia


Um comentário:

  1. Benfeito, prefeito, Izaías!! Benfeito, religiosos farisaicos!! ( Sejam todos ditos católicos; sejam ditos evangélicos; sejam os raios que os partam!! ) - E que vão todos esses censores – bedéis – para os quintos profundos dos infernos!! - Se é que existe inferno... 2. Por essas e outras, prefiro ser ateu ou agnóstico!! /.

    ResponderExcluir