segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O AMOR PLATÔNICO DE RANDOLPH SCOTT E CARY GRANNT

Por Altamir Pinheiro

Elegância, charme e talento são as palavras certas para definir o famoso ator  CARY GRANNT(1904 -1986), que se afastou do cinema em 1966. No entanto, a partir dos anos 1930, por 12 anos o ator, solteiro e um dos mais cobiçados da época, vivia numa mansão em Santa Monica, em Los Angeles, com RANDOLPH SCOTT, estrela de filmes faroestes. A residência ficou conhecida como a “MANSÃO DOS SOLTEIRÕES”. Em 1932, a Paramount fez 30 fotos deles dois  para divulgar a alegria da vida de solteiro que levavam. As imagens ambíguas da dupla, tratados pela imprensa como “O CASAL FELIZ”, os mostram na piscina, levantando pesos, fazendo cooper, jogando dama ou jantando à luz de velas...

Antigamente ser VIADO era dose pra elefante. Numa época em que os direitos dos homossexuais não eram sequer discutidos, alguns atores foram obrigados a casar, como foram os casos de GRANNT & SCOTT passando a imagem de pessoas “ADEQUADAS” a uma sociedade religiosa e heterossexual (pelo menos diante dos holofotes). Os homossexuais envolvidos com o cinema na época áurea dos grandes estúdios viviam em pânico. O amor entre si desses dois grandes astros de hollywood era tamanho que, mesmo depois de casados com mulheres mantiveram diversos encontros. Ao saber do falecimento de Cary Grant, em 1986, o velho RANDOLPH SCOTT (com 88 anos de idade) compareceu ao velório antes da cremação, dirigiu-se ao caixão, pegou nas mãos do amado, beijou-as, colocou-as sobre sua cabeça, e chorou copiosamente. Em seguida retirou-se  em silêncio sepulcral  sem falar com a imprensa. 
mostrava em seus filmes de velho-oeste, relacionou-se por um longo tempo com Cary Grant, mesmo depois de casado.

Quando o assunto são os westerns de Randolph Scott é inevitável lembrar “SANTA FÉ”, faroeste de 1951. Santa Fé conta a história da construção  de uma ferrovia que tenta ligar o território do Kansas até a fronteira com o Estado do Colorado, num total de 300 milhas (480 quilômetros). Randolph Scott, apelidado de ‘’Rosto de Granito’’, nesse filme,  tem uma atuação que dele se espera, isto é, sóbria e convincente. Como diz o pesquisador de filmes de bang bang, Darci Fonseca: “Santa Fé” é um western que vale mesmo pela boa história, pelos cenários naturais bonitos, pela movimentação e pela presença de Randolph Scott, sempre motivo de satisfação num faroeste. 

Do seu lado artístico, apesar de suas qualidades, RANDOLPH SCOTT foi um ator mediano em comédias, dramas e em aventuras ocasionais, até se projetar nos WESTERNS, onde decididamente se consagrou como um dos maiores ícones americanos, entre 1940 até 1962, quando se despediu das telas com o filme “PISTOLEIROS DO ENTARDECER”, uma obra-prima com que fechou sua magnífica carreira. Sua personalidade artística alterou-se da figura calma para uma figura austera, de homem resistente, imponente, e duro como uma rocha. Conhecido pela virilidade que mostrava em seus filmes de velho-oeste, relacionou-se por um longo tempo com Cary Grant, mesmo depois de casado.

Quando se trata de películas cinematográficas estreladas por RANDY, apelido carinhoso que se dava ao cawboy Randolph Scott,   só revendo  seus filmes. Pegar na prateleira, tirar o pó e curti-los!!! Nostalgicamente falando, Somente quem tem acima de 50 anos pode falar da esfuziante alegria que era frequentar as matinês domingueiras  e nelas assistir faroestes de Rocky Lane, Giuliano Gemma(Ringo),  Roy Rogers, Franco Nero(Django), além de Kirk Douglas e John Wayne e, como não poderia ser diferente,      trocar gibis e figurinhas na porta do cinema ou então, no término do filme, correr para o cartaz e ver se as cenas conferiam. Quem nunca bateu os pés no chão nas cenas de emoção não sabe o que perdeu!!!  O cinema parecia que iria cair e o pobre do guarda-civil e os vagalumes (lanterninhas) tentavam inutilmente acalmar a rapaziada. Na verdade, a TV nunca conseguiu substituir a emoção de ir ao cinema nas Jovens tardes de domingo; tantas alegrias; velhos tempos; belos dias... 

Voltando ao tema da homossexualidade de Randolph Scott, a história é conhecida, mas não cansa recordá-la. Dois homens cheios de charme, em início de carreira, pretendidos por todas as mulheres e acabados de chegar à terra de todos os sonhos. HOLLYWOOD, 1932. Cary Grant tem 28 anos e Randolph Scott 34. Dá-se a coincidência de começarem a trabalhar quase ao mesmo tempo. Ficam amigos. Tão amigos que se tornam mais do que amigos e decidem ir viver juntos.  Cary Grant, considerado um dos melhores atores da história do cinema americano, e Randolph Scott, que ficou conhecido por protagonizar westerns realizados por Budd Boetticher no fim dos anos 50. aparecem unidos pela extremosa intimidade que em público sempre negaram. 

Não há como negar que continua sendo um acontecimento quando um astro de Hollywood decide proclamar sua homossexualidade. Mesmo que o assumido não seja da primeira grandeza de estrelas. Além disso, revistas de celebridades, colunas de fofoca, jornais, livros e filmes parece que decidiram tirar definitivamente do armário veteranos astros gays.  Muitos deles surpreendem, como o próprio  CARY GRANT (1904 - 1986)  - JAMES DEAN (1931 - 1955) - ROCK HUDSON (1925 - 1985) - RUDOLPH VALENTINO (1895 - 1926) – BURT LANCASTER (1913 - 1994) - RICHARD CHAMBERLAIN e RANDOLPH SCOTT (1898 - 1987). 

Assista ao vídeo de 4 minutos mostrando a "AMIZADE" do formidável  Cary Grant com o devastadoramente bonito Randolph Scott que foi notadamente bastante sincera, porém, perigosamente oprimida. Tanto antes, durante e depois dos sete casamentos que os dois tiveram  com mulheres. As fotos usadas neste vídeo são apenas algumas das muitas que existem, onde é tão claro que eram muito mais do que apenas "COLEGAS DE QUARTO". É óbvio que eles compartilharam um grande amor e chegaram a ser o casal mais fisicamente lindo na história de Hollywood"...



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