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domingo, 19 de novembro de 2017

GARY COOPER, O VAQUEIRO MAIS ELEGANTE DO OESTE

Por Altamir Pinheiro

Chic, sofisticado, sexy, enigmático... 

Assim era Gary Cooper. Como diz o pesquisador da Sétima Arte,  Paulo Telles,  Gary Cooper estava longe de ser um grande ator pela crítica, mas esta o respeitava porque ele tinha, realmente, uma presença enigmática e sofisticada. Exercia admiração tanto por parte do público feminino quanto pelos homens, que chegavam a declarar que queriam ser como ele. Gary Cooper era o herói ideal de uma Hollywood que não mais existe.

Gary Cooper é, até hoje, mesmo para os mais jovens um ícone interessante, pois em qualquer época sua galanteria e sua beleza estão em evidência, e nunca caem de moda. Gary é admirado pelas mulheres como um dos mais belos homens do cinema, mas sua beleza não era apenas exterior. Seu modo de proceder era o exemplar que jamais interpretou em seus filmes algum papel de vilão. Quando existem fãs após sua geração e que continuam a se perpetuar, esteja certo que o mito esta mais vivo do que nunca, e jamais morrerá!!!

Ele sempre se posicionou como um ator em oposição ao exagero, ao excessivo. O seu tipo de atuação era composto por formas simples e por poucas cores, o que não quer dizer que não fosse um bom ator, mas ele tinha um único estilo (tal qual John Wayne), o padrão de herói americano por excelência, ideal este que ele representava como ninguém nas telas. Contudo, um ator deve fazer de tudo (ou quase), seja na ação e na interpretação em si, afinal em sua grande parte, vimos Burt Lancaster, Lee Marvin, Charlton Heston, Kirk Douglas, entre tantos, atuarem de forma ativa em todas as fitas que cada um participou. Se notar, cada um deles personificou heróis e vilões, o que não era o caso do bonitão  Gary Cooper.

O pesquisador Eddie Lancaster faz uma trajetória de Gary Cooper ao afirmar que ele  começou sua carreira, ainda no cinema silencioso, participando como extra de vários filmes mormente nos westerns, fazendo papel até de índio por ser um grande cavaleiro. Gary projetava na tela e incorporava a figura do americano ideal: um cavalheiro, alto, bonito, de fala mansa, com inabalável integridade, vencendo as adversidades a despeito das possibilidades contrárias ou situação critica. Por isso muitos o consideravam o maior dos atores e outros, entretanto, se referiam a ele apenas como um astro de personalidade marcante, nada mais, especialmente durante o período de sua maior atividade, de 1935 a 1945.

A linha indecisa  que separava Gary  Cooper de John Wayne era definitivamente suas ideologias políticas, muito embora fossem republicanos, no entanto Cooper era mais MODERADO, e Wayne, RADICAL. Cooper foi um cavaleiro e NOBRE perante a comissão de Atividades Anti-Americanas, e tal depoimento foi filmado, onde vemos Gary declarar que não existia nenhum movimento comunista em Hollywood e quando foi perguntado se conhecia algum comunista, ele alegou que não – não entregou ninguém e manteve uma dignidade ímpar até o fim. Wayne e Cooper foram amigos, e sabemos que lidar com o Duke não era fácil. Mas Wayne não se importou em RECEBER PARA O AMIGO o Oscar ganho por MATAR OU MORRER, já que Gary filmava SANGUE NA TERRA no México. MATAR OU MORRER uma das primeiras escolhas foi justamente Wayne para o papel de Will Kane, mas tão logo leu o script não gostou e recusou, pois não era de sua índole um homem pedir por socorro.

Na filmografia de GARY COOPER constam clássicos arrebatadores como Matar ou Morrer(1952) com o feioso Lee Van Cleef e a encantadora   Grace Kelly; neste mesmo ano ele filma Renegado Heroico; outro clássico de Gary surgiu em 1954, um filme polêmico em seu conteúdo, até porque Gary Cooper contracena com o excelente Burt Lancaster, trata-se de, VERA CRUZ, A película possui grandes estrelas dos westerns norte-americanos e influenciou muitos filmes do gênero, que ainda viriam a dar as caras num futuro próximo, como Sete Homens e um Destino (John Sturges), Três Homens em Conflito (Sergio Leone) e Meu Ódio Será tua Herança (Sam Peckinpah). 

No ano de 1958 aparece o filme O Homem do Oeste. Enfim, um western de qualidade, com um fundo até melancólico e violento, mas um retrato do que foi aquela parte do país Americano. O Homem do Oeste tornou-se em um dos seus mais marcantes trabalhos. Mesmo porque foi uma obra dirigida pelo grande ANTHONY MANN, diretor que fez grandes clássicos do cinema, como por exemplo; O Preço de um Homem, Whinchester 73, O Homem dos Olhos Frios, E O Sangue Semeou a Terra, dentre outros. Mann parece que deu um presente a Cooper, que andava muito adoentado do mal que lhe tirou a vida, proporcionando ao grande ator uma de suas melhores interpretações.

Cooper que tinha 1,91 de altura estreou no cinema Entre 1925 e 1926, Começava, assim, uma carreira vitoriosa de cerca de 100 filmes, até sua morte aos 60 anos de idade, de câncer.  Gary Cooper recebeu dois Oscars de Melhor Ator por seus desempenhos em "Sargento York" e "Matar ou Morrer".  Adicionalmente, foi indicado ao Oscar por suas atuações em mais dois e o lendário filme "POR QUEM OS SINOS DOBRAM".  Em 1961, pouco antes de sua morte, recebeu ainda da Academia de Hollywood um Prêmio Especial pelo conjunto de sua obra.  Não podendo comparecer à cerimônia, James Stewart o aceitou em seu nome.  Ao contrário da maioria dos atores e atrizes que colecionam casamentos, Gary Cooper casou-se apenas uma vez, em 15 de dezembro de 1933, com Sandra Shaw, com quem viveu até o dia de sua morte.  O casal teve uma filha, Maria Cooper. 

Apesar de ter sido casado durante todo esse tempo, o ator ficou famoso pela sua extensa lista de amantes ao longo do casamento. Em 1960 fez duas cirurgias para retirada de câncer de próstata e em seguida no cólon. Os médicos acreditavam que ele estava curado, até que em 1961, quando estava filmando na Inglaterra, o ator começou a sentir fortes dores no pescoço e no ombro e após uma consulta descobriu que o câncer havia se espalhado para o pulmão e os ossos.

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