Por Junior Almeida
Sempre atento às novas maneiras de se
comunicar, de levar a mensagem da Igreja Católica mais longe, o bispo da
Diocese de Garanhuns, Dom Paulo Jackson, usou a internet para conclamar os
fieis do “seu rebanho” para o Grito dos
Excluídos no próximo dia 7, quando
se comemora o dia da independência do país e a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, realiza há vários
anos o ato em favor dos que não têm vez e voz.
Em vídeo postado no site da Diocese (aqui) o
religioso critica os que tomaram o poder com a promessa de combater a corrupção
e segundo ele estão fazendo justamente ao contrário, além de estarem vendendo o
país ao estrangeiro. O bispo também critica os poderes da República, acusando
membros do Executivo, Legislativo e também do Judiciário de não quererem perder
privilégios, mas que não se manifestam quanto a perca de direitos dos
trabalhadores comuns.
Em sua fala na página oficial da
Diocese Dom Paulo convida o povo a rezar e bater panelas junto com ele no
próximo dia 7 na Igreja de São Sebastião no bairro da Boa Vista a partir das 9 horas da manhã,
mas em um áudio que circula em grupos de WhatsApp,
o religioso pega mais pesado, e diz que “é muito triste perceber que o Brasil se
transformou em motivo de riso e galhofa, de risada mundo afora, e que a apatia
tomou conta do nosso povo”.
Em um trecho mais adiante do áudio, Dom
Jackson cobra os batedores de panelas. Diz ele:
-Cadê a classe média desse país, que bateu panela
todos os dias, por que as panelas estão caladas com tantos descalabros acontecendo
em nossa pátria?
E cobra:
-Voltem a bater panelas! Não podemos nos calar.
Jejum e oração pela pátria. Grito dos excluídos. Voltem a bater panelas, a
gritar e a ocupar as praças e ruas.
No final de sua fala Dom Jackson diz
que o que está acontecendo no Brasil não pode se coisa de Deus, “não é de Deus”.
Diz o bispo.
*Foto: Blog Campo Maior em Foco.

Já é sabido que corrupção não é coisa de Deus... Não me consta que Deus tenha sido corrupto, em tempo algum... Se bem que, até onde assisti à fala do bispo, não o ouvi dizer isso. - Mas... Pode ter dito e eu não ouvi. /.
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