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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

GARANHUENSE LANÇA ROMANCE BASEADO EM RELATOS DE SOBREVIVENTES DO NAUFRÁGIO DO NAVIO TITANIC

Carla Laurentina é natural de Garanhuns e mora atualmente em Salvador, onde se graduou em letras.

Escritora, a jovem está lançando pela Editora Bezz o livro “A Última Carta”, romance de época que envolve personagens que sobrevieram ao naufrágio do Titanic, em 1912.

Segundo a autora, a história é baseada em parte do relato de um dos sobreviventes, o espanhol Julián Padró Manent, que estava no navio ao lado de sua esposa, Florentina Durán. Ambos conseguiram escapar do naufrágio e deram uma entrevista a um jornalista europeu, em 1955. 

Em "A Última Carta, o Titanic é um personagem importante do enredo e o acidente está diretamente ligado à trama.

“Já pensaram em como seria terrível sentir na pele o naufrágio do Titanic, com toda a aflição, o pânico e o desespero? É o que a minha protagonista sente em A Última Carta (e é só o começo dessa longa jornada que se entrelaça com o destino trágico do navio)”, instiga a própria Carla, ao comentar o livro.

Pequenos trechos do romance da garanhuense:

“Já pensaram em como seria terrível sentir na pele o naufrágio do Titanic, com toda a aflição, o pânico e o desespero? É o que a minha protagonista sente em A Última Carta (e é só o começo dessa longa jornada que se entrelaça com o destino trágico do navio)”, instiga a própria Carla, ao comentar o seu livro.
"— A água está tão gelada — eu comento, estremecendo. — Todos eles irão morrer, Thomas. Afogados, congelados, esmagados. — uma sensação angustiante e pesada invade-me o peito. — Estão presos, todos presos."


"A colisão tinha sido tão leve que alguns nem sequer acordaram. Além disso, a noite estava tão bonita, ninguém pensaria que um iceberg tinha feito um buraco de 150 metros de comprimento. (...) A água negra e gelada avançava e subia lentamente pelo barco e ali percebi que não havia como voltar atrás. Quando estava na altura dos pés, eu tentei por todos os meios me salvar. (...) Alguns homens pularam no vazio, outros não se decidiam. Caí em um dos botes que estava sendo arriado, onde quase todos eram tripulantes. Afastaram-se rápido do Titanic, que parecia uma baleia a ponto de afundar. Vi como submergia lentamente, mas, depois, cada vez mais depressa. As luzes se apagaram e as caldeiras explodiram, havia gente gritando, um redemoinho na água e, de repente, escuridão. O navio tinha afundado em uma hora. Passamos a noite no bote até que topamos com o navio Carpathia. Chegamos em Nova York na quinta-feira à noite. Nunca esquecerei as pessoas esperando no cais, famílias de sobreviventes e de desaparecidos."

Um comentário:

  1. Existe uma lenda ou mito em torno do Titanic. De que um funcionário da empresa construtora teria dito, no dia do lançamento do navio ao mar, que: - "Nem mesmo Deus poderia afundar este navio." - No entanto, tudo indica que ninguém dissera que o Titanic seria impossível de afundar. – O certo mesmo é que ele foi a pique, no fim da noite de 14 de abril de 1912. /.

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