GOVERNO DE PERNAMBUCO

GOVERNO DE PERNAMBUCO
Presença do Governo no Agreste Meridional

Natal de Garanhuns

Natal de Garanhuns
A Magia do Natal

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE INSEGURANÇA EM JUPI

Autoridades da região estiveram reunidas hoje pela manhã, na sede da Adec, em Jupi, numa Audiência Pública proposta pela Câmara de Vereadores para discutir a crescente onda de violência no município, localizado a 20 km de Garanhuns.

Estiveram presentes no local o prefeito Marcos Patriota (DEM), a vice Rivanda Teixeira Freire, o presidente do Legislativo Municipal, Ledson Lins, o comandante do 9º BPM, coronel Paulo César (foto), demais vereadores de Jupi (tanto do governo quanto da oposição), o responsável pelo destacamento da PM na cidade, Nilton Santos, além de secretários municipais, educadores e populares.

Ficou claro na fala dos vereadores, de Rivanda e do próprio Marcos Patriota, que a insegurança em Jupi está assustando a população, que vive praticamente refém dos bandidos,  tanto na zona urbana quanto rural.

Segundo vários dos depoimentos feitos na Audiência Pública, em qualquer hora do dia ou da noite, em qualquer lugar, moradores de Jupi estão sujeitos a sofrer um assalto, sem que os marginais respeitem mulheres, crianças ou idosos. “Ninguém pode mais sair de casa depois das seis horas da noite”, disse a vice-prefeita Rivanda Freire, que defendeu a união de todos no município, independentemente de partidos políticos,  para que providências sejam tomadas e se dê um basta à violência.

Praticamente todos os vereadores usaram da palavra, usando o mesmo tom de Rivanda e alguns apontando o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), como o principal responsável pelo clima de insegurança em Jupi e na maioria dos municípios do Estado.


Vereadores e populares criticaram o fato de apenas dois policiais militares atenderem o município de Jupi, que tem uma população próxima dos 15 mil habitantes.

Os participantes da reunião reconheceram o esforço da Polícia Militar e elogiaram o trabalho do sargento Nilton Santos, que de acordo com eles tem feito o máximo de esforço para combater a criminalidade no município.

O militar, por sinal, também usou da palavra e fez um relato do que a PM tem feito na cidade e povoados, recuperando veículos e objetos roubados, prendendo ladrões e combatendo as drogas, que segundo ele hoje são responsáveis pelo aumento da criminalidade. Revelou que o crack chegou com força em Jupi e seu uso precisa ser combatido pelas autoridades.

Vereadores e outros participantes da Audiência Pública agradeceram ao coronel Paulo César pela sua presença na reunião, ao mesmo tempo que lamentaram a falta de um representante do Ministério Público e da Polícia Civil.

O promotor da cidade enviou um ofício justificando sua ausência, mas um vereador ponderou que o mesmo poderia ter enviado pelo menos um representante da instituição.

Outra reclamação feita pelos participantes foi pela participação aquém do que se esperava, por parte da população de Jupi.

Segundo a vice-prefeita e os vereadores,  os jupienses vivem a toda hora usando as redes sociais para reclamar da violência e a maioria dessas pessoas não estava na reunião para reclamar seus direitos e fazer sugestões.

PROJETO - O prefeito Marcos Patriota não limitou sua participação na audiência pública às palavras. O gestor e o consultor na área de segurança, Rivaldo Ferreira, aproveitaram o encontro e apresentaram aos presentes um projeto de iniciativa do Poder Público Municipal para aumentar a segurança em Jupi e nos povoados do município.

A proposta, orçada em torno de R$ 200 mil, a ser bancada pela prefeitura, consiste num sistema integrado da monitoramento que irá possibilitar a instalação de 16 câmeras em Jupi, Santa Rita e Colônia.

Esse sistema de segurança do município será integrado com as polícias militar e civil, cobrindo praticamente todas as ruas da zona urbana e dos povoados.

"Após sua instalação, ninguém mais entrará em Jupi sem ser visto. A cidade estará vigiada como a casa do Big Brother", exemplificou Rivaldo Ferreira.

Foi constatado pela polícia que a maioria dos furtos praticados em Jupi são feitos por pessoas de outros municípios, daí a importância do sistema de monitoramento.

O prefeito Marcos Patriota acredita que dentro de 90 dias o Sistema Integrado de Monitoramento (SIM), poderá começar a funcionar proporcionando mais segurança para os moradores do município.

Um comentário:

  1. DA LAVA JATO, REVELA OPERAÇÃO ALCMEON DA POLÍCIA FEDERAL

    Desembargador aposentado do TRF da 5ª Região, sediado no Recife, Barros Dias
    foi preso hoje pela Polícia Federal, sob acusação de venda de votos e exploração deprestígio para influenciar decisões de outros desembargadores do mesmo
    Tribunal para livrar alvos de operações e processos até da Lava Jato

    Natal/RN e Recife/PE - A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal no estado do Rio Grande do Norte, deflagrou hoje (30), a Operação Alcmeon para desarticular um grupo criminoso que explorava a compra e venda de votos e exploração de prestígio junto ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, com sede no Recife, durante os anos de 2012, 2015 e 2017.

    Cerca de 70 policiais federais estão dando cumprimento a 23 medidas judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva, oito mandados de condução coercitiva e 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Natal, Mossoró/RN e Recife/PE.

    Segundo os investigadores, a organização teria atuado perante a Justiça em fatos que já teriam sido identificados, dentre os quais operações policiais, apelações criminais, ações rescisórias e revisão criminal. Os principais clientes eram políticos, inclusive envolvidos na operação Pecado Capital, dentre outras.

    Fariam parte do grupo advogados e dois ex-desembargadores, que negociariam votos em sentenças criminais para a libertação de presos ou liberação de bens apreendidos em ações penais. Em um caso específico, a pena de um ex-prefeito, que era de 28 anos de reclusão foi reduzida para dois anos e oito meses, e substituída por restritiva de direito. As ações do grupo indicariam também o cometimento de delitos de exploração de prestígio em vários processos em trâmite no Tribunal, inclusive processos relacionados à Operação Lava Jato.


    Segundo o Blog apurou, um dos alvos é o desembargador aposentado, que foi alvo de mandado de prisão, Francisco Barros Dias, que atuava juntamente com outro desembargador, já falecido, em 2013, Paulo Gadelha.

    O esquema criminoso foi desvendado por meio de acordo de colaboração premiada em que um empresário relatou pelo menos duas situações em que teria obtido os benefícios do grupo depois de ter sua prisão decretada e seus bens apreendidos durante uma operação policial deflagrada no estado. O grupo cobraria em média 350 mil reais pelo serviço, sempre de forma antecipada. Em determinado momento, um dos advogados ligado à organização criminosa teria retido os documentos de veículos de um dos delatores como forma de garantir o pagamento futuro da propina.

    O grupo está sendo investigado também com relação aos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica de documentos particulares, uso de documentos particulares ideologicamente falsos e lavagem de dinheiro.

    O nome da operação faz referência a um personagem da mitologia grega e está relacionado à traição e quebra de confiança.

    O blog segue apurando os nomes dos advogados que teriam comprados as decisões e os respectivos beneficiários.


    ResponderExcluir