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quinta-feira, 22 de junho de 2017

AS BRAVATAS DE TRUMP CONTRA A DIGNIDADE CUBANA


Por Carlos Aznárez, Resumen Latinoamericano, 17 de junho de 2017.

Como ocorreu com Kennedy, com Johnson, com Nixon, com Ford, com Carter, com Reagan, com Bush pai, com Clinton, com Bush filho e até com o próprio Obama, Donald Trump também se equivoca caso acredite que com bravatas, palhaçadas e “pressões” belicistas contra Cuba vai conseguir o que todos os demais tentaram fazer e fracassaram fragorosamente. Cuba, seu povo e seu governo são feitos de boa madeira, forjada com base nas teorias e práticas revolucionárias que vêm levando a cabo todos os dias do ano desde aquele 1° de janeiro de 1959, em que Fidel “mandou parar”. Cuba é a mão estendida quando encontra um interlocutor que compreende o gesto, porém também está feita da dureza do aço na hora de não aceitar humilhações ou ataques injustificados e intervencionistas, como costumam empreender os habitantes da Casa Branca.

No entanto, pedir um pouquinho de racionalidade a um energúmeno como Trump é perder tempo. Convencido de que deve cumprir a promessa que feita em plena campanha eleitoral aos setores mais radicais, contrarrevolucionários e anti-cubanos, acaba de anunciar que anula de uma só canetada os acordos assinados por Obama com Raúl Castro, salvo dois ou três itens que deixa em pé, entre eles que a odiosa bandeira de barra e estrelas continue tribulando em sua embaixada em Havana.
Precisamente quando se encontra em um momento no qual uma parte importante da população o repudia por suas ações racistas, xenófobos e excludentes, e até vários dirigentes de seu próprio partido o questionam e se somam a investigá-lo por um passado com múltiplos buracos negros que colocam em perigo sua permanência no cargo, Trump foge adiante utilizando o passaporte de adesão incondicional que lhe entregaram alguns dos habitantes mais extremistas da “Pequena Havana”, em Miami.
Com um discurso anticomunista próprio de um dinossauro da Guerra Fria, o governante de Washington e seu histrionismo submergiram nos braços dos seguidores do senador Marco Rubio, de Mario Díaz Balart e de alguns conspícuos cúmplices do terrorista Luis Posada Carriles, ao qual o establishment USA protege até chegar a níveis escandalosos. O Trump de sorriso bobo e de gestos pomposos gosta de rodear-se da escória e de ser paparicado até o engulho por assassinos, como os veteranos da invasão da Baía dos Porcos (felizmente derrotados em Girón por Fidel e seus combatentes), ou por arrecadadores de milhões de dólares ilícitos para financiar campanhas contra a Revolução Cubana e seu governo. Para esse Trump, sobre o qual alguns errados analistas da realidade latino-americana depositaram certas esperanças porque “era menos pior” que a dama “democrata” que festejou o assassinato de Muammar al-Gaddafi, Cuba e sua Revolução invicta seguem sendo uma pedra no sapato. Precisamente por isso é que Trump mergulhou no cenário montado pelo ameaçador clamor da máfia da Flórida e com todos eles aplaudindo a raivar, montou uma cerimônia que fez recordar aqueles dias de abril de 2002, quando Carmona “o breve” foi designado “presidente” por poucas horas na Venezuela Bolivariana. O ato em si foi um compêndio de aplausos histéricos, sorrisos obsequiosos festejando o bobo, abraços hipócritas com as múmias do que resta das milhares de pessoas que, por sorte, para Cuba colocou distância com a Revolução, sendo apenas esta vitoriosa.
Nesta sexta-feira, no teatro em Miami que leva o nome de um dos terroristas que quis entrar em Cuba pela Praia Girón e foi capturado, Trump não se privou de nada, flertando com um bando de homens e mulheres marcados a fogo pelo revanchismo e pelo ódio das gigantescas conquistas da Revolução. A permanência digna da mesma, que carrega quase seis décadas de bloqueio criminoso, é algo que não estava previsto nem no pior dos sonhos dos contrarrevolucionários. Isso ocorre e continuará ocorrendo porque jamais conseguirão entender o povo de Cuba, que está disposto a impedir que atropelem suas conquistas sociais e políticas. Esses benefícios outorgados por um governo “de, por e para os humildes”, como dissera Fidel, que foi convertendo várias gerações de cubanos e cubanas em representantes orgulhosos de um país onde a cultura, a educação, a saúde e a justiça social não são consignas ocas como ocorre na grande maioria dos cantos do planeta.
De onde pode o prepotente Trump gaba-se que vai defender a “democracia e os direitos humanos” em Cuba quando em seu próprio quintal o único que tem para mostrar são as consequências execráveis do capitalismo. Um micromundo onde os seres humanos não contam, onde a saúde é um comércio ao qual poucos têm acesso, a educação é ultra elitista, as ruas se converteram na habitação massiva dos excluídos do “American way of life” (modo de vida da América), o consumo de drogas é um dos mais altos do mundo, e a morte caminha habitualmente por suas avenidas como produto da “devolução” que produzem intermináveis guerras imperialistas nas quais os Estados Unidos participam diariamente.
Distante apenas 90 milhas dali, as estatísticas falam de vida. Em 2016, Cuba manteve a porcentagem recorde em nível mundial do descenso da taxa de mortalidade infantil em 4.3% para cada mil nascidos vivos. E falando da saúde que não têm seus vizinhos ianques, a Revolução conseguiu desde seu início ser a primeira nação da América Latina erradicar a poliomielite, ao mesmo tempo em que desapareceram, também, enfermidades infectocontagiosas como o paludismo, a coqueluche, rubéola, tétano neonatal, difteria, sarampo, síndrome de rubéola congênita e meningite. As vacinas cubanas contra a meningite e as investigações mais avançadas para controlar diferentes tipos de doenças cancerígenas são dados reverenciados pelos organismos internacionais na matéria. Tudo isso é produto de um sistema de saúde pública que não apenas chega a todos os confins do país, mas que se estende a numerosas nações mediante convênios de cooperação e iniciativas onde prima a solidariedade, como denota o apoio de Cuba – com seu pessoal médico – na luta contra o Ebola na África Ocidental ou nas dezenas de brigadistas optaram por colocar em prática seus saberes obtidos gratuitamente com os povos mais humildes do planeta.
Sem falar da educação, não só no que se refere a seu desenvolvimento interno, mas a colocação em marcha de planos de alfabetização em escala mundial para iluminar de sabedoria àqueles populares que o sistema capitalista preferiria ver excluídos e analfabetos.
Por outro lado, Cuba cumpriu grande parte também dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Erradicou a pobreza extrema e a fome, alcançou o ensino primário universal e promoveu a igualdade entre os gêneros e o empoderamento da mulher. Como resultado disso, seus índices lhe situam como uma nação de alto desenvolvimento humano, que ocupa um lugar altamente destacado entre 187 países, tudo isso derivado das defendidas políticas de bem-estar social impulsionada por um governo que se doa a seu povo.
Ao contrário dos ventos de guerra e intervenção que sempre sopram de Washington, Cuba aposta na paz para o continente e o mundo, e é por isso que contrariando as intenções expostas por Trump e seu patético discurso, nestes últimos anos a política exterior cubana obteve êxitos contundentes. Participa com voz e voto em dezenas de fóruns e organismos internacionais, é consultada por países que apesar de se considerar “desenvolvidos”, não conseguem aproximar-se das metas ultrapassadas pela Revolução em aspectos sociais básicos reclamados por suas respectivas populações. Todos os países, todos, mister Trump, repudiam o bloqueio e assim o expressaram na última reunião para tratar do tema na ONU, na qual até os mais furiosos inimigos de Cuba, como Israel e o próprio Estados Unidos, optaram por abster-se para não continuar passando tanta vergonha. Além disso, o território cubano foi utilizado para efetivar mecanismos de diálogo e pacificação em países com conflitos intermináveis, como ocorreu recentemente com os diálogos entre as FARC e o governo colombiano.
Trump poderá gritar e chutar tudo o que quiser no bordel de Miami, rodeado de um minúsculo grupo de vermes (em toda península existe milhares de cubano-americanos que não comungam com esse discurso repleto de ameaças e intenções intervencionistas), porém o que jamais conseguirá é colocar de joelhos o povo digno e soberano de Cuba. Como bem expressou o comunicado dado a conhecer pelo governo revolucionário: “Qualquer estratégia dirigida a mudar o sistema político, econômico e social em Cuba, seja seu alcance pretendido através de pressões e imposições ou empregando métodos mais sutis, estará condenada ao fracasso”.
Não são só os homens e mulheres de Cuba que estão dispostos a defender-se deste argumento da política imperialista, mas que a seu lado estará como sempre, a solidariedade agradecida de todos aqueles que consideram que a Revolução Socialista, próspera e sustentável, é o mundo possível pelo qual é preciso lutar até as últimas consequências.
Das entranhas do autêntico pensamento e decisão anticolonial, anti-imperialista e anticapitalista, mais uma vez é hora de dizer a Trump: “Cuba sim, ianques não”.
Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Apoio: PCB de Garanhuns/PE

Um comentário:

  1. A DIGNIDADE CUBANA RESUME-SE A MULHERES FORMADAS EM MEDICINA OU ENGENHARIA SE PROSTITUINDO EM TROCA DE SABONETES OU DE COMIDA!

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