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Governo do Estado

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

PORTO AFIRMA QUE GOVERNADOR NÃO CUMPRE PROMESSA

Não é a seca, mas a falta de capacidade e de compromisso do Governo do Estado o que está deixando a população de Canhotinho sem água. A avaliação foi feita nesta terça-feira (17.01) pelo deputado estadual, Álvaro Porto (PSD) diante da reação da Compesa à queixa do prefeito Felipe Porto (PSD), de que a solução para o desabastecimento de água no município está emperrada por causa morosidade da empresa estadual. Em nota, a Compesa colocou a reclamação na conta da "disputa política".

Representante do Agreste Meridional e ex-prefeito de Canhotinho, Álvaro Porto reafirma o que declarou Felipe no que diz respeito à falta de comprometimento do Governo do Estado em solucionar a escassez de água do município. 

"Não adianta reduzir esta questão à disputa eleitoral. Muito menos tentar deslegitimar as declarações do prefeito, afirmando que ele falta com a verdade. Ora, o povo de Canhotinho viu e ouviu o governador Paulo Câmara afirmar que ia encomendar estudo para construir barragens de contenção nos rios Mundaú e Canhoto e que as obras iriam solucionar o problema de abastecimento de água no município. Em seu discurso, o governador também afirmou que antes mesmo do estudo para as barragens era necessário se fazer a adutora entre a barragem de Pau Ferro, em Vila Nova, à barragem de Bulandeira, em Canhotinho. Tudo foi a acompanhado pela população, fotografado e festejado. Isso foi em março do ano passado, mas até agora não se tem notícia do estudo e das barragens. Quem está faltando com a verdade?", questiona.

Ainda, de acordo com o deputado, o dinheiro para a construção da adutora entre Pau Ferro e Canhotinho, foi liberado pelo Ministério das Cidades sim. "Chegamos a fazer reunião com o presidente da Compesa para tratar do assunto. Agora, afirmam o contrário. Conheço o ministro Bruno Araújo (das Cidades) desde 2002, sei da sua seriedade e da sua capacidade em cumprir a palavra. A população está aí para avaliar quem não está cumprindo o que promete. Com certeza, não é o ministro. O governador, pelo contrário, tem uma extensa lista de obras, ações e projetos prometidos, mas não executados. A marca do governo, aliás, é a incapacidade de honrar compromissos".

Álvaro Porto destacou que o Governo do Estado incluiu a barragem de São Bento do Una, entre as obras que estão sendo feitas no Agreste, mas omite, na nota divulgada pela Compesa, que os serviços estão sendo executados com recursos do Governo Federal. "Os repasses são feitos pelo Ministério da Integração Nacional e o ministro das Cidades, Bruno Araújo, representou o Governo Federal no anúncio da obra". 

O deputado lembra ainda que diante da situação emergencial decorrente da estiagem a adutora de Pau Ferro até Bulandeira pode ser construída com dispensa de licitação. E acrescenta que, atualmente, o abastecimento de Canhotinho é feito por meio de carros-pipa, sendo quatro bancados pela prefeitura e dois pelo Governo do Estado. "Mas a Compesa continua a enviar conta e a cobrar pelo serviço que não presta", salienta.


A polêmica que levou a Compesa a emitir nota apontado inverdades e atribuindo as reclamações de Felipe Porto à disputa política surgiu após a população de Canhotinho a fechar rodovias em protesto contra o desabastecimento, no último domingo (15.01). O prefeito respaldou a postura dos manifestantes e reforçou, pelo Facebook, a gravidade da situação. Também prometeu apoiar protesto no Recife, em frente ao Palácio do Campo das Princesas, caso o processo para a construção da adutora não seja deflagrado esta semana, como a Compesa prometera.  

*Na foto o governador Paulo Câmara (PSB), o prefeito Felipe Porto e o deputado Álvaro Porto. Foi quando o socialista esteve em Canhotinho para a assinatura da ordem dos estudos da barragem, em março de 2016.

Um comentário:

  1. 2011-2012-2013-2014-2015-2016.Estes foram os anos pesados com a seca em Pernambuco.

    Em 2010 houve as enchentes que culminaram com o transbordamentos dos Rios Riacho Seco,Mandau,Praiba em Pernambuco que terminou causando transtornos em Correntes,Santana do Mundau,São José da Laje,União dos Palmeiras,Branquinha, Quebrangulo, etc.

    Em 2010 foi o ano em que se começou a construção da barragem do Cajueiro.Muitos chegaram a dizer que se não fosse a barragem do Cajueiro Correntes poderia ter sofrido muito mais com as enchentes.

    Em 2012 eu estive em Arcoverde ao lado do ex-presidente do Sindicato Rural Firmino Claudino do Santos e o ex-governador Eduardo Campos chegou a dizer que teríamos que vencer 2012 e 2013 para poder pensar em 2014.

    Naquela época ele chegou a falar com o Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural que era preciso centrar as grandes obras no TERRITÓRIO DA CIDADANIA.E eu levei tempo para entender o que significava aquilo.

    Foi quando ele, o ex-governador, com o seu grupo político chegou a afirmar que era preciso construir uma grande obra para servir a mais de um município.

    O exemplo hoje são as barragens de Inhumas,o açude da nação e do Cajueiro ambas em Garanhuns.Quem assegurou água para muitos municípios do agreste meridional foram exatamente Garanhuns.

    A projeção da Barragem do Riacho Seco em Brejão é outra obra estruturante.E assim poderíamos estender para outros municípios.

    Em Lagoa do Ouro poderia muito bem construir três grandes barragens que resolveria em parte os problemas da falta de água prolongada com a ampliação da barragem da Cova Trite ente Correntes e Lagoa do Ouro.Riacho da Palha com grande potencial hídrico .

    Uma barragem entre Lagoa do Ouro e Bom Conselho no Distrito Igapó que abasteceria praticante todo o município cujo local fica a propriedade do Prefeito de Quebrangulo Marcelo Ricardo Vasconcelos que possui potencial para armazenar 20 hectares d!agua com 3 a 5 km de comprimento.Tenho defendido isto desde 1989.

    Além do mais as águas minarão para dentro da barragem vindo da maior Reserva Biológica do Nordeste PEDRA TALHADA com suas 4.069 hectares de fauna e flora e mais 90 fontes d!agua minando encravada em território de Lagoa do Ouro e Quebrangulo -AL.

    Hoje sofre todo mundo.O pobre e o rico,as perdas são incalculáveis na área urbana e rural,com praticamente o rebanho bovino sendo dizimado por falta de pastagem e água para dar de beber aos animais.

    Os governos Municipais,Estaduais e Federal e todas as autoridades envolvidas precisam encarar o problema da seca com coragem,determinação,ouvindo e tirando proveito de todas as críticas que são feitas e tomar decisões corajosas para resolver ou minimizar os efeitos da seca e se preparar para o futuro,haja vista que, 6 anos se passaram e muito dinheiro foi jogado no lixo e nas ações profanas que não enche a barriga de ninguém,nem os animais racionais e irracionais.

    Louvo aqui a coragem que teve o ex-presidente Lula em iniciar as Transposições do Rio São Francisco em 2007 e do ex-governador Eduardo Campos em iniciar a Adutora do Agreste em 2013 pensando exatamente no prolongamento de uma Seca no Nordeste brasileiro.

    O governador precisa sair do Palácio do Campo das Princesas e vir ver de perto a situação da bacia leiteira do Agreste Meridional e da falta d!agua em geral. Nenhum governante deve fugir da responsabilidade seja municipal,estadual ou federal.

    Mãos a obra e coragem conforme nós enfrentamos com Arraes na Seca em 1987 e 1988 quando eu fui Coordenador do Grupo de Ação Municipal e a seca foi tratada com garra e vontade de trabalhar e vencer.

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