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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A INCRÍVEL HISTÓRIA DA PINTORA MARGARET KEANE

A atriz Amy Adams no filme de Burton
A verdadeira Margaret Keane

ESPECIAL - Margaret Keane, pintora americana, está com 89 anos e seu trabalho é conhecido mundialmente. Entre os fãs da artista plástica está o cineasta Tim Burton, responsável por sucessos do cinema como Edward Mãos de Tesoura, Batman, Batman o Retorno, A Noiva Cadáver, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, Alice no País das Maravilhas e Os Fantasmas se Divertem.
Em 2014, Tim Burton, que tem um estilo bem próprio de fazer cinema, com personagens um tanto bizarros, resolveu contar a fantástica história de Margaret Keane na tela grande.
“Grandes Olhos”, o longa sobre a pintora, revela em detalhes uma história incrível, comprovando mais uma vez que a vida real algumas vezes supera a ficção.
O filme, além da direção precisa de Burton, tem dois excelentes atores nos papeis principais – Christoph Waltz e Amy Adams – que até parecem um pouco fisicamente com Walter e Margaret nos anos 60, conforme pode se ver em fotografias.
Mas vamos a história:
Margareth Keane estava se divorciando do primeiro casamento, quando conhece Walter, um verdadeiro “príncipe encantado” que lhe acena com uma vida de muita felicidade para sempre.
Tanto ele quanto ela eram artistas plásticos, poderiam trabalhar juntos e o futuro parecia promissor.
A senhora Keane produzia quadros marcantes, a maioria retratando crianças, que dominavam a tela com olhos grandes e entristecidos, numa desproporção capaz de chamar a atenção mesmo de uma pessoa que não se liga em arte.
Walter, esperto, levou as obras da esposa a uma galeria e com muita lábia conseguiu vender todos os quadros.
Chegou em casa com muito dinheiro nas mãos, deixando Margareth feliz da vida.
Pouco tempo depois do êxito comercial dos quadros pintados pela senhora Keane, ela descobriu que o marido estava se apresentando como o verdadeiro autor das obras.
Tiveram uma conversa e ele conseguiu convencê-la de que se dissessem a verdade poderiam ser processados e perder todo o dinheiro.
Ele, como homem, era “mais comercial” e com ela assinando as pinturas haveria o risco de fracasso nas vendas.
Margareth foi fraca e numa sociedade machista como a dos anos 50/60 se deixou dominar pelo esposo. A tal ponto que até a sua filha pequena, do primeiro casamento, foi proibida de ver a mãe trabalhando, de modo que todo o mérito pelas "crianças de olhos grandes" fosse de Walter.
Imagine o leitor que uma farsa desse tamanho, com os quadros de Keane vendendo cada vez mais, rendendo milhões e sendo avaliados pelos principais críticos de arte da América, durou mais de 10 anos.
Porém Walter Keane tornou-se cada vez mais obcecado pelo dinheiro e pela fama, mentia compulsivamente sobre o seu trabalho (na verdade o trabalho da mulher) e transformou Margareth em sua própria casa uma prisioneira, obrigando-a a trabalhar até 16 horas por dia para produzir cada vez mais.
Ela foi sufocada e explorada demais, cansou e terminou por pedir o divórcio, indo morar no Havaí.
Um dia, com apoio da filha, que já estava uma mocinha, criou coragem e numa entrevista de rádio revelou a verdade: todos os quadros das crianças com olhos grandes tinham sido pintados por ela. Walter apenas se apropriara do seu talento.
A revelação repercutiu nos principais meios de comunicação dos Estados Unidos, Walter quis insistir na mentira, acusou a esposa de estar louca e o caso foi parar nos tribunais.
Durante o julgamento, após muita discussão, o juiz arranjou uma maneira de solucionar o mistério, saber com quem estava a verdade: determinou que um pequeno atelier, com os materiais de pintura necessários fosse providenciado, e deu uma hora para que Walter e Margareth produzissem uma tela com o estilo já consagrado das crianças de olhos grandes.
Walter Keane ficou parado, ainda alegou que estava buscando inspiração, depois inventou uma dor no ombro que o impedia de trabalhar no momento, enquanto Margareth em 53 minutos pintou um quadro tão bom quanto os muitos outros presentes no mercado americano, compondo a obra tão admirada pelos apreciadores das artes plásticas.
O juiz deu ganho de causa a Margareth Keane e estipulou que Walter pagasse uma indenização à esposa com um valor próximo aos quatro bilhões de dólares.
O falso artista morreu no ano 2.000, sem dinheiro, insistindo que era o verdadeiro pintor dos quadros assinados simplesmente por Keane e segundo dizem nunca pagou o dinheiro da ex-mulher.
Esta pôde refazer sua vida, casar de novo e continuou morando no Havaí. Está para completar 90 anos de idade, mas continua pintando, sem nunca abandonar a temática das crianças de olhos grandes e tristes, embora tenha também obras numa outra linha.
Vale a pena ler o que se escreveu sobre Margareth Keane ou conferir o bom filme de Tim Burton.

4 comentários:

  1. Parabens roberto pela materia otimo filme

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  2. Parabens roberto pela materia otimo filme

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  3. É o problema é que se não fosse o marido, talvez ela hoje nãos venderia quadros famosos e nem mesmo estaria nem no filme nem nesta matéria.

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