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sábado, 27 de agosto de 2016

A MAIS BELA CANÇÃO DE TODOS OS TEMPOS

“Ne me quite pas” (Não me deixes mais) foi eleita várias vezes “a mais bela canção de todos os tempos”. Pode até ser exagero, pois diante do incontável número de músicas bonitas ou lindas compostas no Brasil, na França, na Inglaterra, nos Estados Unidos, em Portugal, na Argentina e em outros países, pode até ter algumas dezenas que superem a criação francesa de Jacques Brel.

Mas que “Ne me quite pas” é uma música lindíssima, muito acima da média, disso aí não se tem a menor dúvida.


Segundo o site A Mente é Maravilhosa, a canção Trata da história do próprio cantor e compositor Jacques Brel, “de quando ele foi deixado por sua noiva Zizou, e se sentiu humilhado”.

Foi gravada em 1959 por Warner Chappell, em seu álbum La Valse à mille temps. Desde então muitas versões foram gravadas, sendo mais conhecidas as de  Charles Aznavour, Nina Simone, Frank Sinatra, Júlio Iglesias e Madonna.

A Edith Piaf, uma das maiores cantoras francesas de todos os tempos também é atribuída uma versão de “Ne me quitte pas”. Existem até vídeos na internet, com a imagem da artista e uma voz atribuída a ela interpretando a canção de Brel.

Mas tudo indica que é montagem e sites e veículos da imprensa escrita sérios asseguram que Edith nunca gravou a famosa música do seu conterrâneo.

A música também foi gravada em vários idiomas, inclusive no Brasil, onde foi feita mais de uma versão.

O já citado site A Mente é Maravilhosa (que incluiu Piaf entre as intérpretes da música), traz ainda as seguintes informações:

“O que está escondido por trás da triste e, ao mesmo tempo, bela letra desta canção? Uma história dramática, sem dúvida. Jacques Brel conquistou o público com seu drama no palco, já que ele era elegante e sedutor, fazia mulheres suspirarem com este idioma tão sensual que é o francês.

“Durante seu tempo como um artista em clubes, ele conheceu uma mulher chamada Suzanne Gabriello, inteligente, sensual e uma atriz cômica. Caíram de amores um pelo outro, e não hesitaram em iniciar um romance. No entanto, ao mesmo tempo, esse sentimento se traduziu em ódio, por várias razões. A “noiva” de Brel era morena e tinha uma bela risada. Ele se entregou completamente a ela durante cinco anos, mas foram cinco anos cheios de mal-entendidos, intrigas e muito mais. É um tipo moderno de amor proibido, estranho e apaixonado de Paris. A história entre Brel e Zizou é muito melodramática”.

No Brasil o cearense Raimundo Fagner fez uma rica versão da canção francesa e interpretou a música com rara felicidade. Na verdade arrasou, como fez quando musicou o poema Fanatismo, de Florbela Espanca.

Outros cantores brasileiros gravaram “Ne me quitte pas” no original e fizeram bonito, principalmente Maysa, Alcione e (parece mentira) Roberta Miranda.

Maria Gadu, apesar de ser uma excelente cantora, não foi tão feliz na sua interpretação da canção de Jacques Brel. Ela dá um tom dançante ao drama, puxando para o tango argentino, que sinceramente não me agradou.

Aguinaldo Timóteo e Altemar Dutra também gravaram uma versão da música (Se eu partir), atendendo um público mais específico ou menos exigente.

Uma canção gravada por tantos artistas importantes na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil só podia mesmo ser excepcional e ter uma grande história por trás.

É o caso de “Ne me quitte pas”.

De brinde para o leitor, que pode por instantes esquecer as agruras da política e da difícil situação financeira do país, disponibilizamos a música francesa em dois vídeos do YouTube. No primeiro na voz de Maysa, no original, no segundo a versão feita por Fagner/Fausto Nilo. É só clicar nos links abaixo.
1º)https://www.youtube.com/watch?v=pQCun8kl6oM (vídeo de Maysa na TV Cultura,  reproduzido no programa Fantástico)

2º) https://www.youtube.com/watch?v=QZ-MhCJJ4XM (no vídeo a voz de Fagner é “coberta” por belas imagens).

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