sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A INFLAÇÃO DAS CHUVAS

Por Junior Almeida

Com as abençoadas chuvas em toda região, o homem do campo está fazendo festa. Está animado plantando, principalmente milho e feijão. Quando perguntamos se tal região está chovida, como está a lavoura e os barreiros, percebemos o brilho no olhar do matuto ao responder. Tira o chapéu, olha para o céu em reverência ao Criador, e com satisfação diz que Deus mandou chuva, que o ano vai ser bom, que seu reservatório está cheio.  

Outro ponto positivo para a fartura d’água, é que as pessoas estão economizando dinheiro com a água comprada para os animais e também o consumo humano. Para que o leitor tenha uma ideia, um caminhão pipa com um tanque de seis mil litros, não custava no período da seca menos de R$ 120,00, isso na cidade, por que na zona rural, tem localidade que o mesmo caminhão não sai por menos de R$ 180,00. 

Com a chuva, o campo volta a ter pasto, e com isso gera também economia com a diminuição de ração para os animais, e também uma situação curiosa. Devido a lei do mercado, da oferta e da procura, o gado solteiro, aquele que se compra para engordar e vender para o abate, deu um pulo de preço. Na feira de gado de Capoeiras, um bezerro que há três semanas, antes das chuvas, custava R$ 250,00, hoje dia da feira, foi vendido por R$ 700,00 o mesmo animal. São os prós e os contras das chuvas.

*Foto da antiga feira de gado de Capoeiras em 1975.

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