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quarta-feira, 10 de junho de 2015

JUSTIÇA DETERMINA QUE ESTADO CUSTEIE TRATAMENTO COM REMÉDIO À BASE DE MACONHA

Na foto Ivanise e sua filha, Raquel.
Foto: NE10
 O município de Jupi, vizinho de Garanhuns por alguns poucos quilômetros, atraiu atenções da imprensa e população pernambucana nesta quarta-feira. A pequena cidade é lar de Raquel Daniele Ferreira Duarte, de apenas 6 anos. A pequenina sofre com a Síndrome de West, um tipo raro e grave de epilepsia que começa a se manifestar na mais tenra idade, e pode provocar atraso no desenvolvimento da criança.
 A mãe de Raquel, a senhora Ivanise Ferreira da Silva relatou em entrevista a Tv Asa Branca a dura rotina que tem enfrentado: " Os primeiros sintomas apareceram aos três meses, em dias de crise ela chega a ter 25 convulsões por dia. É uma situação muito difícil. Passo o dia todo cuidando dela", explica a dona de casa que acrescenta que a filha toma 22 medicações por dia, mas que estas não estariam fazendo mais efeito.
 Porém, um sopro de ânimo deve ter tomado dona Ivanise e sua filha nesta quarta-feira. A família conseguiu através do MPF, em Garanhuns uma decisão judicial em caráter liminar, que determina o fornecimento do medicamento Hemp Oil por meio do Sistema Único de Saúde, o SUS. O medicamento Hemp Oil é feito à base de canabidiol, uma das substâncias químicas encontradas na Cannabis sativa, de onde é derivada a maconha. Por este motivo, o uso do medicamento causa polêmica pelo mundo afora e também no Brasil, onde chegou a ser tema de reportagem recente do Fantástico.
 A decisão judicial definiu que o Estado tem 30 dias para disponibilizar o medicamento, sob pena de multa diária de R$ 2 mil, em caso de descumprimento. Em caso de impedimento da importação dos remédios, o Estado deve apresentar os devidos documentos e depositar em conta judicial a quantia equivalente a três meses de tratamento. A importação das doses necessárias podem chegar a R$ 41 mil por ano.
 Dona Ivanise demonstra ansiedade pela chegada dos remédios: "Ela sofre muito. Nos últimos anos passou a ter um retardo mental causado pelas crises. Eu acredito muito que ela vai ficar boa e parar de sofrer. Li sobre o medicamento na internet e vi muitas reportagens de pessoas que o estão usando. Acredito que ele vai salvar minha filha."

Texto com informações do NE10 e Asa Branca.

NOTA DO BLOG: A polêmica causada em torno do medicamento tem um quê surrealista. Afinal,  se o remédio é comprovadamente benéfico, por que questionar sua origem focando no uso do canadibiol? O que é interessante no caso de um medicamento, é se este melhora o estado do paciente, o que o Hemp Oil faz.
 Entendo a lógica da criminalização da maconha, mas não entendo o por que de não podermos obter vantagens desta na área médica apenas por questões éticas. É só olhar a pequena Raquel e tantos outros pacientes. Eles não esperam da planta nenhuma vantagem que não seja médica. Qual seria o motivo de questionar o medicamento então?

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