sábado, 22 de novembro de 2014

MINISTÉRIO FORTE

O jornalista Inaldo Sampaio acredita que a indicação do senador  Armando Monteiro para o Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior, foi uma escolha pessoal da presidenta Dilma Rousseff (PT), uma vez que o PTB nacional apoiou a candidatura de Aécio Neves (PSDB).
“Trata-se de uma pessoa certa para o lugar certo porque o senador pernambucano tem uma estreita relação com esse meio, haja vista ter presidido a CNI em duas ocasiões, servindo de ponte entre a entidade e o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, escreveu Inaldo.
O Ministério a ser ocupado por Armando é dos mais fortes do Governo Federal. Tanto que Fernando Pimentel (PT) ocupou essa pasta e quando saiu para disputar a eleição em Minas Gerais venceu a eleição logo no primeiro turno, derrotando Aécio Neves (PSDB) nos dois turnos.
Quando terminou o primeiro turno da eleição presidencial, numa conversa com o prefeito Izaías Régis (PTB), o blogueiro disse a ele que Armando seria um ótimo nome para o Ministério de Dilma. Não tenho bola de cristal, mas tenho intuição e dessa vez ela foi acertada.

Conversei ontem à noite com o prefeito sobre a nossa bate papo anterior e felizmente ele lembrava bem da minha defesa do nome de Armando.

2 comentários:

  1. Um homem simples, altivo, com o perfil ideal para assumir qualquer cargo de relevância na República, sinto muito não ter sido nosso Governador que junto com Dilma e aqui na terrinha com nosso Prefeito Izaías Régis e em todo Pernambuco faria o maior governo da história desse estado.Contudo como Ministro de uma pasta muito importante, ajudará a Presidente, muitos Municípios e principalmente Garanhuns que ele tinha um apreço muito grande. Tive oportunidade de perguntar a ele quando ele ia partir na Sprinter que o havia trazido, disse-lhe: Governador o senhor ainda volta à Garanhuns e ele respondeu, volto, eu adoro essa cidade, isso foi em frente a Igreja de Santo Antônio, e aqui Ministro todos gostamos do Senhor. Farei questão de estar presente quando o senhor vier a nossa terra como Ministro. Parabéns, todos merecemos.

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  2. As instituições e a natureza das coisas

    Carlos Chagas

    De forma lenta, gradual e segura, muitas instituições nacionais vão se desligando do governo. Anos atrás seria inadmissível imaginar a Polícia Federal trabalhando separada dos interesses do Executivo, agindo com independência. Pelo contrário, basta lembrar os tempos da ditadura militar, quando os policiais federais eram mero prolongamento do poder dos generais, um deles sempre comandando a corporação.

    O Ministério Público atuava na mesma linha. Cabia aos procuradores federais denunciar subversivos e ameaçar jornalistas com a aplicação da lei de Segurança Nacional e da lei de Imprensa. Mesmo na Nova República, a Procuradoria Geral da República funcionava como advocacia do palácio do Planalto e adjacências.

    O próprio Poder Judiciário acomodava-se à força maior, depois de aceitar a esdrúxula imposição de que determinados temas eram “insusceptíveis de apreciação judicial”. Extinto o regime militar, o uso do cachimbo ainda deixou a boca torta por longo tempo.

    Quanto ao Congresso, libertado das tenazes do regime castrense, ainda subordinou-se por anos a fio aos caprichos do presidente da República, obrigadas as maiorias parlamentares a votar de acordo com os interesses do Executivo. Claro que já então exigindo compensações fisiológicas.

    Pois agora as coisas mudaram. Polícia Federal, Ministério Público, Judiciário e até o Legislativo dão mostras de não estar mais amarrados à vontade dos csares. Os poderes da União libertaram-se da tutela e passaram a exercer suas prerrogativas constitucionais, em especial depois de 1988.

    Só os companheiros não perceberam isso, imaginando deter o mando absoluto que o Executivo não mais possuía. De Fernando Henrique ao Lula, os presidentes da República começaram a bater de frente com as instituições que a Constituição garantia, colhendo percalços sucessivos.

    Assim estamos, consistindo as investigações, as denúncias, os julgamentos e até as CPIs e as cassações numa espécie de marco a delimitar e ampliar atribuições e prerrogativas que novas gerações assumiam e exerciam.

    Por isso não se estranha estar o governo Dilma na defensiva, sendo enquadrado pelo exercício das instituições nacionais. O palácio do Planalto ainda dispõe de muito poder, mas não mais de todo o poder. Será aceitar o rumo dos ventos, porque insurgir-se contra a natureza das coisas não dá mais.

    COMENTÁRIO DO BLOG DE MAGNO MARTINS. MUITO BEM FEITO!

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